Resenha: Oito Detetives

Livro: Oito Detetives
Autor: Alex Pavesi
Editora: @faroeditorial
Páginas: 285
Nota: 4/5

O matemático Grant McAllister escreveu sete histórias de detetive utilizando regras e teorias matemáticas, calculando as diferentes possibilidades de uma história de mistério e assassinato. Intitulou essas histórias de “Assassinatos Brancos” e por mais de 20 anos elas pareceram perfeitas e intactas aos olhos de todos. No entanto, uma editora esperta e ambiciosa, Júlia Hart decide que quer republicar o livro do autor, mas ao ler as histórias começa a notar coincidências que lembram muito um assassinato que aconteceu na vida real, muito próximo da data do primeiro lançamento do livro.

Conforme ela vai lendo as histórias e as discutindo com Grant, nós leitores também temos acesso ao essencial de cada uma delas o que torna a leitura extremamente empolgante, pois cada um dos casos é cheio de mistérios e reviravoltas e não tem como não querer saber como cada um deles se resolve e como cada um deles faz parte de um quebra cabeça ainda maior e mais sério. A sensação é que você tem vários livros dentro de um mesmo livro e você mergulha tanto em cada história que até se perde quando volta a original.

A narrativa do autor é bastante fluída e traz todos os ingredientes de um bom livro de investigação e assassinato: vítimas, suspeitos, detetives, crimes “perfeitos” e muito mistério e suspense. Os diálogos de Júlia e Grant são muito estimulantes, pois ambos se mostram extremamente inteligentes e disputam uma batalha intelectual que está além dos livros e suas histórias, mas na busca por encobrir ou encontrar um assassinato real.

Para todos aqueles que curtem uma boa história de investigação à lá Agatha Christie e Sherlock Holmes, esse livro é uma ótima pedida. Achei o enredo extremamente original e o desfecho é totalmente surpreendente. Apesar de todas as minhas teorias, que fui elaborando ao longo das histórias, não consegui chegar à conclusão final real.

Super recomendo a leitura!
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Resenha: 20 Mil Léguas Submarinas

Livro: 20 mil léguas submarinas
Autor: Jules Verne
Editora: @editorazahar
Páginas: 456
Nota: 5/5 (💜)

O lviro é narrado pelo Professor Arronnax, um estudioso naturalista que é convidado a participar de uma expedição em busca de um estranho animal que tem sido visto em várias partes do mundo. Muitas teorias são elaboradas, mas quando a embarcação finalmente se depara com o “animal”, Arronnax, seu fiel auxiliar Conselho e Ned Land, um exímio arpoador, são lançados ao mar e descobrem que o animal é na verdade o submarino Nautilus. Dentro da embarcação submarina gigantesca vão participar de diversas expedições pelo fundo do mar, nos presenteando com aventuras e descrições simplesmente fantásticas.

Verne se baseia bastante na ciência da época para escrever esse livro, explicando em mínimos detalhes o funcionamento das tecnologias do extraordinário Náutilus, misturando com sua infinda criatividade e imaginação. Além disso, durante as expedições feitas ao fundo do mar, são mais inúmeras classificações das espécies encontradas, o que claro, torna a leitura em alguns pontos mais morosa, mas jamais maçante. Esse é um ponto que divide os leitores e acaba afastando alguns do autor, o que é uma pena, pois vencidos esses momentos, essa história traz momentos singulares e uma experiência narrativa primorosa.

Além disso, capitão Nemo e todos os mistérios que envolvem seu personagem, são extremamente cativantes e você passa o livro querendo desvendar um pouco mais de sua história. Fica muito claro em algumas de suas falas, que não pretende voltar nunca ao convívio da humanidade e que por ela alimenta um desprezo sem fim. O motivo desses sentimentos intensos de ódio no entanto não são esclarecidos, embora no prefácio desta edição maravilhosa da Zahar, entendemos um pouco mais sobre e o porquê de Verne tê-lo mantido tão misterioso e sem tantas explicações durante toda a jornada submarina. O que na minha opinião, deixou tudo ainda mais empolgante! É realmente uma experiência literária fantástica!!

Super recomendo! ⚓️🌊🐳🐠🦈🐡🐙

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Histórias do Meio do Mundo

Por EVELYN RUANI
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Hoje conheceremos melhor a autora Julianne Veiga e seu livro Histórias do Meio do Mundo. Julianne Veiga nasceu em dezembro de 1957, na cidade de Goiás, onde voltou a residir  no final de 2010. É casada, mãe de três filhos e avó quatro vezes. Aguarda para dezembro a chegada de mais uma neta. Bacharel em Comunicação Social e Direito pela UFG, tem contos e crônicas publicadas pela Gueto, revista online de literatura. Participou das coletâneas Literatura Goyas – Antologia 2015, Ed Livres Pensadores, e Histórias de ternura, Ed Kelps, 2015. Histórias do Meio do Mundo é seu livro de contos de estreia, publicado pela Editora Patuá, em março de 2021.

Vem comigo conhecer um pouco mais dessa autora:

Como a literatura entrou em sua vida?

Sempre gostei de ler. A leitura nos leva a fazer experiências impensadas, a ver o mundo pelo olhar do outro, a visitar lugares diferentes, a viver situações novas e a conhecer verticalmente variados tipos humanos. Assim, foi como leitora que a literatura entrou em minha vida.Muito depois, aposentada, senti vontade de escrever de forma livre. Fui me reorganizando, me reinventando, melhor dizendo. Comecei escrevendo sobre o que me trazia a memória espontânea até ganhar confiança e ousar. Hoje, percebo, tenho lido menos depois que passei a escrever mais. No entanto, a leitora e a escritora convivem bem e dividem o tempo com harmonia, deixando, inclusive, sobrar espaço para que a bordadeira também se expresse.

Como é sua rotina para escrever? Você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

Não tenho tido uma rotina de escrita, seguindo um horário e local determinados. Uso mais o tablet, o que facilita para que eu escreva em qualquer lugar e momento. No entanto, durante a escrita gosto de estar só para que tudo flua sem apartes. No início, procurei criar uma rotina diária de escrita, até, provavelmente, para dar sequência àquela de antes, técnico/profissional, com a qual estava acostumada. Acabei por abandonar este hábito, talvez, como uma espécie de rebeldia inútil. Acredito que será bom reativar o propósito.

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Resenha: Jane Eyre

Livro: Jane Eyre
Autora: Charlote Brönte
Editora: @editorazahar
Páginas: 536
Nota: 5/5 💜

Jane Eyre é um romance de formação e uma autobiografia que traz vários elementos da literatura gótica na ambientação, nas construções e nos acontecimentos misteriosos que acompanham a trama do livro. A história é certamente incomum e bastante revolucionária desde o início já que Jane contraria os costumes da época nos quais as mulheres tinham como propósito absoluto casar.

Jane é órfã e desde criança, quando se vê maltratada pela tia e primos, se rebela exigindo ir para um orfanato onde também se vê controlada e passando por dificuldades relacionadas aos ditames da sociedade. Cansada de estar à mercê da vontade de todos, decide trabalhar e ser dona de seu próprio destino. Acaba sendo preceptora de uma garota numa propriedade chamada Thornfield Hall, onde é super bem recebida e sente que encontra um lar pela primeira vez em sua vida.

Nesta propriedade conhece seu patrão, Sr. Rochester, com quem desenvolve uma amizade que enreda ao amor e testemunha acontecimentos estranhíssimos que culminarão na descoberta de um segredo que selará seu destino. Jane se mostra uma personagem consciente de que merece mais e que se opõe a desempenhar um papel preestabelecido pela sociedade.

Ela passa por privações terríveis, é tratada como um ser sem valor, não é bonita, não é rica e não tem a quem recorrer além dela mesma e ainda assim se recusa a galgar um lugar na sociedade através do casamento. Esses pontos, por si só, foram suficientes pra que eu a admirasse, mas, além disso, Charlotte escreve o livro falando diretamente com o leitor, um recurso literário que adoro e me aproxima da trama.

É impossível não se afeiçoar a Jane e torcer para que tenha sucesso em suas aspirações. E muito embora, no fim, ela tenha se casado, isso foi feito por livre escolha e não como uma salvação, já que sua vida já estava estabelecida por seus próprios esforços e méritos. Não há como negar a genialidade da autora ao conhecer essa narrativa poderosa.

Recomendo muitíssimo!!
#blogentreaspas#literaturainglesa#leiamaismulheres 🌹

Machado

“E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Animais tristes

“Eu em nada creio, sou um rio. Eu vou e volto, conheço o chão e o céu, compartilho a língua comum a todas as águas. Atravesso o tempo. Morro e renasço. Engulo e regurgito. Sei dos animais tristes que são os homens”.

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .

Ignorá-las

“— Saber certas coisas pode atrapalhar nossa vida. Melhor ignorá-las”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Bastava

“Apesar de esclarecido e de ler bastante, ao menos de tentar ler um pouco mais do que o razoável, do que a média, sentia-se esmagado por um sentimento de frustração inquietante. Era um homem igual a milhares e milhares e morreria assim, não tendo acrescentado à vida, própria e dos outros, uma parcela mínima de bem ou de mal. Nem era caso de se medir em termos de bem ou mal. Ele sofria por não poder contribuir em nada para fazer o mundo um pouco diferente; um pouco só bastava”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Forças

“Estou descobrindo novas forças em mim, forças que provavelmente, sempre estiveram comigo, mas que não conhecia, porque, até então, não tinha necessitado utilizá-las”.

. Isabel Allende in Filha da Fortuna .

Significado

“Nada tem significado algum. Nós é que damos significado às coisas”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .