J&S

Casamento_de_Jean_Grey_e_Scott_Summers

Quando eu estava perdido você me encontrou!
Quando eu estava em dificuldade você me alegrou!
Desde o dia em que nos encontramos nos tornamos um só!
Isso nunca irá mudar!
Houve tempos bons e maus, e mesmo assim nosso amor perdurou…”

. 1996 XM #10 .

Menor livro do mundo…

…tem tamanho de grão de arroz

Menor Livro do Mundo

Uma exposição de bíblias em Porto Alegre tem como destaque o menor livro do mundo. Como 5 mm, o livro é pouco maior que um grão de arroz e suas páginas trazem a oração do Pai Nosso em várias línguas.

A mostra, organizada pelo Centro de Pastoral e Solidariedade, apresenta livros como uma Bíblia Luterana Antiga, escrita entre os anos 1601 e 1642, uma bíblia em grego do século XVII e outra francesa, de 1866, entre outras.

A obra está exposta na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS). O evento acontece até a próxima quinta, tem entrada franca e é realizada em frente à Pró-Reitoria de Extensão, na avenida Ipiranga, 6681.

Fonte: Redação Terra 

Pelo menos…

 

Existiram sempre em mim pelo menos duas mulheres, uma desesperada e desnorteada, que se sentia a naufragar, e outra que queria apenas trazer beleza, graciosidade e vida às pessoas, e que estava pronta a entrar em cena como no teatro, pronta a ocultar as suas verdadeiras emoções, porque elas eram fraqueza, desamparo, desespero, e a apresentar ao mundo apenas um sorriso…”

. Anaïs Nin .

Prece

Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar”

. Clarice Lispector

Morte e Chocolate

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento”.

. Markus Zuzak in A menina que roubava livros .

A Morte. Sim, essa citação é dela. A quarta capa do livro diz: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. Essa dona “Morte” é diferente de tudo que pensamos dela. Ela presta atenção nas cores. É verdade, e diz ela que:

“O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. {…} Mesmo assim é possível que você pergunte: {…} De que precisa se distrair? O que me traz à minha colocação seguinte. São os humanos que sobram. Os sobreviventes. É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça”.

Sim, a Morte que gosta das cores. A morte que é amável, agradável, afável, mas não é simpática. E o mais interessante, é que ela tem uma cor preferida para o céu, no momento em que “dependendo de uma gama diversificada de variáveis”, ela se erguerá sobre nós, “com toda cordialidade possível” e nossa alma estará em seus braços.

Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo ─ o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar”.

Não é fantástico?

Descoberta

(…) Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas (…)”

. Gabriel García Marquez in Memória das Minhas Putas Tristes .

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector in Para não Esquecer