Morte e Chocolate

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento”.

. Markus Zuzak in A menina que roubava livros .

A Morte. Sim, essa citação é dela. A quarta capa do livro diz: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. Essa dona “Morte” é diferente de tudo que pensamos dela. Ela presta atenção nas cores. É verdade, e diz ela que:

“O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. {…} Mesmo assim é possível que você pergunte: {…} De que precisa se distrair? O que me traz à minha colocação seguinte. São os humanos que sobram. Os sobreviventes. É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça”.

Sim, a Morte que gosta das cores. A morte que é amável, agradável, afável, mas não é simpática. E o mais interessante, é que ela tem uma cor preferida para o céu, no momento em que “dependendo de uma gama diversificada de variáveis”, ela se erguerá sobre nós, “com toda cordialidade possível” e nossa alma estará em seus braços.

Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo ─ o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar”.

Não é fantástico?