Busca

Fico pensando se viver não será sinônimo de perguntar. A gente se debate, busca, segura o fato com duas mãos sedentas e pensa: “Achei! Achei!”, mas ele escorrega, se espatifa em mil pedaços, como um vaso de barro coberto apenas por uma leve camada de louça. A gente fica só, outra vez, e tem que começar do nada, correndo loucamente em busca dos outros vasos que vê. Cada um que surge parece o último. Mas todos são de barro, quebram-se antes que possamos reformular as perguntas. E começamos de novo, mais uma vez, dia após dia, ano após ano. Um dia a gente chega na frente do espelho e descobre: “Envelheci.” Então a busca termina. As perguntas calam no fundo da garganta, e vem a morte. Que talvez seja a grande resposta. A única”.

. Caio Fernando Abreu in Limite Branco.

2 comentários em “Busca

  1. E viver é assim mesmo!
    E morrer também é assim mesmo…a nossa única certeza.

    E Ly… ahhahahah
    O episódio: “Sueli, soletra: bolacha” eu nunca vou esquecer na minha vida… e a minha risada foi realmente por achar engraçado e não por maldado (pq muita gente pensa assim..que eu era uma criança má)
    kkkkkkkkkkk

    Mas fazer o quê, se eu já nasci com o riso frouxo… não consigo me conter….
    ehhehehe

    BEIJAÇO FLOR!!
    Um domingo abençoadíssimo pra tu!

    Também adorei falarcontigo no messenger…
    Vamos nos esbarrar por lá mais vezes hein?!!!

    KISSUUU!
    😉

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