Um amor por escrito

Todos os livros são – na verdade – cartas secretas ao leitor, roteiros surpreendentes e tensos de emoção. O escritor procura convencer quem vai lê-lo, provar que ele ou sua personagem é real e inadiável”

. Fabricio Carpinejar .

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Esconder um livro

─ Para onde o levará? – perguntou Stela.
─ Não tenho certeza. O melhor lugar para esconder o livro deve ser uma biblioteca”

. Geraldine Brooks in As memórias do Livro .

Nada poderia ser mais verdadeiro que isso. Para quem já teve o privilégio de trabalhar em uma biblioteca (sim, na minha concepção e acho que sou suspeita, é o melhor trabalho do mundo!) sabe que realmente o melhor lugar para se esconder um livro é numa biblioteca. Sim, porque basta tirar um exemplar do lugar na estante dar dois passos para o lado e colocá-lo no meio de outros exemplares com classificação diferente e pronto. No mínimo 3 longos anos até que alguém o ache novamente, se achar. No caso de bibliotecas menores é um pouco mais fácil e talvez o esconderijo dure menos devido ao inventário que é feito anualmente e que consiste, de forma bem básica, em correr todas as estantes vendo se a classificação está correta e se todos os livros estão realmente lá. Mas em casos de bibliotecas gigantescas com mais de 100 mil exemplares, encontrar esse livro é praticamente impossível. Por essa razão é que a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é fechada ao público. Sim, quem quiser algum livro de lá precisa fazer um pedido por escrito e um bibliotecário vai em busca do livro e entrega ao usuário. Por que já imaginou perder uma obra entre quase 1 milhão de outros exemplares? O.o