Poema para um velho amigo

Não, não me esqueci de você.
Ainda lembro do que compartilhamos
Você sempre vazio, sereno, quieto
Esperando meus desabafos, gritos, lágrimas
Se enchendo aos poucos das minhas vivências
Se completando com elas, em silêncio absoluto
Mas sempre confidente, sempre amigo
Sei que há muito tempo também estou silenciosa
Ambos vazios, aguardando-se mutuamente
Juro que não é esquecimento
Não é troca, nem traição
Confesso meu desleixo, tenho muito o que contar
Mas não sei mais como
Acho que perdi o jeito, fiquei sem jeito
Tímida te olhando
Observando suas cores unidas em um único tom
Branco, vazio
Espaço esperando palavras
Momentos, vida.
Eu volto, um dia eu volto
Eu ainda te amo

{ Lyani } 27/08/2008

Parte do texto escrito para o 11º desafio do Incubadora Literária
Revisado por Lu Oliveira

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