Fragmento 337

O que tenho sobretudo é cansaço, e aquele desassossego que é gemeo do cansaço quando este não tem outra razão de ser senão o estar sendo. Tenho um receio íntimo dos gestos a esboçar, uma timidez intelectual das palavras a dizer. Tudo me parece antecipadamente fruste.
O insuportável tédio de todas estas caras, alvares de inteligência ou de falta dela, grotescas até à náusea de felizes ou infelizes, horrorosas porque existem, maré separada de coisas vivas que me são alheias…”

. Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego .

4 comentários sobre “Fragmento 337

  1. O Trovador disse:

    Nossa, já tinha me esquecido de como o livro do desassossego fazia isso com a gente…

    Sabe? Desassossega-nos.

    Mas é bem isso que me acontece. Não faço nada e as poucas coisa que estou fazendo me deixa com um sabor ocre na boca, como se tudo fosse mais que amargo.

    Bom, pelo menos consigo escrever o que é isso, agora ^^

    O blog continua mais que lindo ma cheri…

    ^^

    Au revoir =*

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