Menos que uma voz

Esse teto baixo, paredes vazias, ausência de cor e de céu… O sol e o céu do Rio e do Amazonas… nunca mais… Só essas paredes, e esse cheiro insuportável… Agora escuto a  minha própria voz zunindo e sinto fagulhas na cabeça, e a voz zunindo, fraca, dentro de mim… Não posso mais falar. O que restou de tudo isso? Um amigo, distante, no outro lado do Brasil. Não posso mais falar nem escrever.  Amigo… sou menos que uma voz…”

. Milton Hatoum in Cinzas do Norte .

4 comentários sobre “Menos que uma voz

  1. disse:

    Sempre resta a lembrança, o carinho, a memória, a vontade de estar junto. Às vezes, é melhor calar, para a voz ou o que resta dela não perder o sentido. Entre uma ausência e outra dizemos coisas por dizer, pela necessidade do amigo distante e esquecemos que é de liberdade que a vida precisa…

  2. léia disse:

    Saudades? Falta?
    Aí Meu DEUS! Em todo blog que entro essa semana só me remete a esses sentimentos… Será o meu momento vivido com tanta dor ou será apaenas eu que estou a dramatizar demais?
    Belo trecho, Lyani e o desafio? Ganhou? Estou na torcida.
    Beijo em teu core e bom fim de semana!

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