Ausência

A maior parte da jornada Tessa viajara ao seu lado e de vez em quando partilhavam de uma boa piada ─ geralmente depois de algum comentário passageiro ou irrelevante de Tessa, proferido em voz baixa. Outras vezes, tinham trocado reminiscências, ombro a ombro, cabeças para trás e olhos fechados como um velho casal, até que abruptamente ela o deixou de novo e a dor da ausência tomou conta dele como um câncer que, sabia, estava ali o tempo todo, e Justin Quayle lamentava sua mulher morta com uma intensidade que excedia suas piores horas no andar inferior da casa de Gloria, ou no enterro em Langata, ou na visita ao necrotério, ou no andar superior do número quatro”

. John Le Carrè in O Jardineiro Fiel .

8 comentários sobre “Ausência

  1. Lídia disse:

    É bom?
    Passei por esse livro na livraria…bateu uma vontade de comprar…
    Mas acabei levando o “Reparação” (bom demaais também)
    Beijos Ly!

  2. Mai disse:

    Mas tudo é ausencia, não, Ly?
    Ausências…
    Um e outro e ai, lamenta-se, lembra-se, apenas…
    Também eu, por vezes, confundo ausência e a falta que se sente, na lembrança de algo bom, que não volta e não se ocupa o vazio.
    A ausência então, não é mais vazio, é uma eterna presença da qual muitos, jamais se desapegam…

    Estranho, né, Ly? Mas é mesmo um estranhamento uma presença-ausente um nunca-sempre…

    Vês como escolhes bem os fragmentos que condensam o conteúdo, o DNA da obra?
    Isso é bárbaro!

    Beijos, Ly.
    Fica bem.

    Carinho, Mai.

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