Gaiola de prender idéias

Quando uma idéia boa me chegava eu a prendia na minha “gaiola de prender idéias”, um caderninho, na esperança de um dia transformá-la num artigo. Mas a quantidade de idéias que eu colocava na gaiola de prender idéias era muito maior que minha capacidade de escrever. Elas nunca iriam se transformar em literatura. Seriam condenadas ao esquecimento. Fiquei com dó delas. Resolvi então tirá-las da gaiola e soltá-las aos quatro ventos. Estão aí, neste livro.

Rubem Alves in Ostra Feliz Não Faz Pérola

Quem sabe um dia eu também não solte as minhas idéias aos quatro ventos… Por enquanto, deixo-as aqui… Em minha gaiola de prender idéias 🙂

9 comentários sobre “Gaiola de prender idéias

  1. Grã disse:

    Aspas, maça, gaiola, Livros, 44, Rubem?!? Clariiiiiice!

    Achava estranho que, mesmo as tendo prendido, as idéias se iam!
    Não sabia como isso acontecia, mas na hora que ia retoma-las… já não existiam mais! Era um amontoados de palavras, letras, pontos e até vírgulas!!!
    Mas tudo com pouca vida… cada uma delas, quando as guardava, eram preciosíssimas… cansei, hj não as guardo mais: vendo, empresto… é claro que a maioria eu dou… e que cada um que as receba façam um ótimo uso:

    Aspas, maça, gaiola, Livros, 44, Rubem?!? Clariiiiiice!

  2. Baltar disse:

    Rubem Alvez transformou em palavras o que eu sinto. E com certeza, o que muitas outras pessoas sentem. Afinal, quem não tem uma gaiola de prender idéias?

    Beijos!

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