Não há

Como nos sonhos,
atrás das altas portas não há nada,
nem sequer o vazio.
Como nos sonhos,
atrás do rosto que nos contempla não há ninguém.
Anverso sem reverso,
moeda de uma única efígie, as coisas.
Essas misérias são os bens
que o precipitado tempo nos deixa.
Somos nossa memória,
somos esse quimérico museu de formas inconstantes,
essa pilha de espelhos rotos”

. Jorge Luis Borges in Elogio da Sombra .

5 comentários sobre “Não há

  1. Zana disse:

    “Já tudo está. Os mil reflexos,
    Que entre os dois crepúsculos do dia
    Teu rosto foi deixando nos espelhos
    e os que irá deixando ainda.”

    Jorge Luis Borges em Everness.

    Como sempre… adoro vir aqui. :))

    Beijo.

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