Meme: um pouco de mim

Fui indicada a fazer pela Poetriz:

Regras:

1) Cumprir as regras
2) Levar o selo consigo, dizendo que está ou estará participando da brincadeira.
3) Completar as seguintes frases:

Eu já…  achei que a vida seria um conto de fadas.
Eu nunca… consigo odiar ninguém.
Eu sei… que erro muito, mas as vezes sou orgulhosa demais pra admitir.
Eu sonho… com um mundo melhor (e sei o quanto isso é clichê, mas é verdade).

4) Indicar cinco blogs para participarem da brincadeira:

  1. Acqua;
  2. Isso é Bossa Nova;
  3. Peguei no meu coração;
  4. Unitas Multiplex;
  5. Rabiscos.

Tristíssimo

Tudo isso, que é nada, subitamente parece tão absurdo e patético e insano e monótono e falso e sobretudo tristíssimo”

. Caio Fernando Abreu in Estranhos Estrangeiros .

Uma Oração

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.
Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

Jorge Luis Borges in Elogio da Sombra

Selo: Este blog é fantástico!

Este ganhei da fantástica …aquela!

1. Enumerar cinco coisas que você gosta em um livro:
Escrita, conteúdo, título, autor,  o livro em si, incluindo capa, estilo, enfim…


2. O que você seria capaz de fazer por um livro?

Bem, uma vez eu cheguei a vender doces na escola e digitar trabalhos para poder comprar livros… então, acho que seria capaz de quase tudo! rsrsrsrsrs


3. Quando você vai comprar um livro, o que te chama a atenção? Enumere quatro coisas:

Isso depende, se eu estiver numa livraria sem saber exatamente o que eu quero, são as seguintes:  o título (sim, é a primeira coisa que me chama atenção),  a capa,  o tamanho (quanto mais páginas, melhor!),  o preço.


4. Cite as nove melhores coisas em uma amiga:

Sinceridade, companheirismo, lealdade, saber ouvir, saber falar e até brigar quando preciso, compreensão, respeito, liberdade, e fundamentalmente amor.


5. Indicar três blogs para o selinho:
Poetriz;
Anti Conto de Fadas;
Retrato.

Não entendo nada…

Lanço meu olhar sobre o Brasil e não entendo nada”

. Da canção “Negros”, de Adriana Calcanhoto .

07.11 – 108º Aniversário de Cecília Meireles

O Livro da Solidão por Cecília Meireles
Em
Releituras

Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se tivesse de partir para uma ilha deserta…?”

Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio… Pode ser um passatempo…

Os que nunca tiveram tempo para fazer leituras grandes, pensam em obras de muitos volumes. É certo que numa ilha deserta é preciso encher o tempo… E lembram-se das Vidas de Plutarco, dos Ensaios de Montaigne, ou, se são mais cientistas que filósofos, da obra completa de Pasteur. Se são uma boa mescla de vida e sonho, pensam em toda a produção de Goethe, de Dostoievski, de Ibsen. Ou na Bíblia. Ou nas Mil e uma noites.

Pois eu creio que todos esses livros, embora esplêndidos, acabariam fatigando; e, se Deus me concedesse a mercê de morar numa ilha deserta (deserta, mas com relativo conforto, está claro — poltronas, chá, luz elétrica, ar condicionado) o que levava comigo era um Dicionário. Dicionário de qualquer língua, até com algumas folhas soltas; mas um Dicionário.

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Obrigações

A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente”

. Machado de Assis .