Retrospectiva Literária 2010

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: Coração de Tinta – Cornelia Funke

O livro tem tudo que eu gosto: fala de livros, tem uma personagem colecionadora de livros que é tudo que eu quero ser quando crescer (rs), o pai da mocinha é um restaurador de livros que é o meu sonho de profissão depois de ser bibliotecária, tem citações lindas nos inícios dos capítulos e eu sou apaixonada por citações e por fim uma história envolvente cheia de mistérios, magia e uma pitada de acontecimentos trágicos que na minha opinião torna a história mais verdadeira. Fantástico.

  • A aventura que me tirou o fôlego: Battle Royale – Koushun Takami, Masayuki Taguchi

Não é um livro e sim um Mangá, mas resolvi colocar mesmo assim pois essa leitura é de tirar o fôlego literalmente. É engraçado, porque a história é absurda e chocante, mas é simplesmente impossível de parar de ler. Fiquei impressionada com a maneira crua como os autores conseguiram demonstrar tantas facetas do caráter humano nessa história. Eu ainda me choco ao constatar até onde certas pessoas são capazes de chegar em momentos de crise. E ainda assim, no meio de tanto horror, foi possível manter em algumas personagens, os valores importantes e a esperança inabalável naquilo que é certo.

  • O terror que me deixou sem dormir: A menina que não sabia ler – John Harding

Não é um livro de terror, eu sei. Mas como não li nenhum desse gênero este ano, resolvi colocar este pois apesar de não ser terror, é um suspense que causa certo receio e até mesmo medo em alguns momentos. O final do livro é simplesmente chocante e até hoje me é difícil acreditar. Apesar de deixar algumas dúvidas não solucionadas, é um ótimo livro de mistério e suspense que vale a pena ser lido.

  • O suspense mais eletrizante: O símbolo Perdido – Dan Brown

Dan Brown foi mestre em sua narrativa dinâmica e incessante que tornava difícil deixar este livro de lado quando era necessário. Em vários momentos me vi ofegando como se os fatos estivessem acontecendo comigo e isso eu admiro demais em um autor: que ele faça você entrar na história, sentir o que as personagens sentem. Realmente eletrizante.

  • O romance que me fez suspirar: Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Jane Austen foi ótima na narração deste romance. Quem é que ao lê-lo não se apaixonou por Mr. Darcy? Duvido. Eu suspirei e torci pelo casal durante toda a leitura. Apaixonante.

  • A saga que me conquistou: As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell

Cornwell me conquistou no segundo livro desta trilogia impecavelmente narrada. Não me conquistou logo no primeiro livro, por um motivo: eu ansiava pelo romance e beleza que sempre imaginei na história de Rei Artur e imaginava feitos grandes para personagens como Morgana e Lancelot e ficava esperando flores onde as paisagens só podiam ser áridas, como a realidade: nua e crua. Cornwell, pelo que pude notar na leitura foi o mais fiel possível aos fatos históricos da época e embasou sua pesquisa em recentes descobertas arqueológicas deste imortal personagem, o que deixa tudo ainda mais interessante. A partir do segundo livro, passei a aceitar melhor a narrativa árida e daí pra frente fui conquistada pela saga.

  • O clássico que me marcou: Grandes Esperanças – Charles Dickens

Não é a toa que é um clássico da literatura mundial. Logo de início se é conquistado pelo narrador e principal protagonista dessa história: Pip. Quando digo de início, quero dizer logo nas primeiras linhas mesmo. Pip é encantandor, e sua linguagem tem o apelo da ingenuidade da criança que torna impossível não criar uma ligação com ele. E acho que começa daí o encanto dessa obra. Grandes Esperanças é uma história cheia “disso que chamamos de ‘minha vida'”, como diria Caio F. Abreu. Tristeza, horrores, medo, insegurança, culpa e principalmente “grandes esperanças”. Uma obra realmente fantástica, embora eu tenha que confessar que achei alguns capítulos cansativos e com informações irrelevantes ao contexto da história, mas é raro quando isso acontece e no todo a leitura é bastante prazerosa e flui com facilidade.

  • O livro que me fez refletir: Pequena Abelha – Chris Cleave

Pequena Abelha é de tirar o fôlego e o sossego. Não tem como você ler essa história e não se sentir um pouco incomodada com a realidade de que lá fora no mundo pessoas estão sofrendo, morrendo, passando por horrores enquanto nossa única reação é dizer “que horror” em frente ao noticíario tomando uma chá, ou café, ou qualquer coisa. A maneira especial com que o autor narra a história é totalmente envolvente e apaixonante. Demorei pra ler por pura falta de tempo, pois é o tipo de livro que você devora inteiro, sem conseguir largar.

  • O livro que me fez rir: O Xangô de Baker Street – Jô Soares

A história é super criativa e muito bem embasada por Jô, que fala com propriedade sobre o Rio de Janeiro e diversas culturas nacionais. A narrativa é atraente e engraçada, as situações cômicas e muito bem desenvolvidas. Confesso que só não gostei mais porque sou fã de Sherlock Holmes e em muitos momentos não me senti bem ao ler as sátiras acerca de sua pessoa. De qualquer forma, dei boas risadas e é uma leitura bastante agradável.

  • O livro que me fez chorar: A Princesa Leal – Philippa Gregory

Esse romance é fantástico. Conta com graça e perfeição a história emocionante de Catarina de Aragão (em minha opnião a verdadeira Rainha da Inglaterra apesar de tudo que lhe aconteceu depois). Neste livro podemos entender tudo que precedeu ao grande escândalo que foi a corte dos Tudors, e entender a história de Catarina desde quando era apenas uma criança e já acompanhava seus pais nas cruzadas pela Espanha. Catarina sofreu muito desde pequena para lutar por seu lugar ao lado do Rei da Inglaterra. Lutou com determinação, vivacidade e orgulho, apesar de tudo que lhe foi feito. Respeito e admiro sua coragem, seu amor, sua força que não a deixaram esmorecer nem mesmo quando tudo estava perdido.

  • O melhor livro de fantasia: As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis

As histórias de Nárnia são encantadoras e mágicas. “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” é au concours na minha opnião. História maravilhosa, ricamente descrita por Lewis. Intensa e Apaixonante como bem mostrado no filme. É a minha favorita. Das demais, gostei muito também de “A Viagem do Peregrino da Alvorada” e “O Cavalo e seu Menino” que prende a atenção do início ao fim.

  • O livro que me decepcionou: Sex and The City – Candace Bushnell

De verdade: não gostei. O seriado e o filme são muito superiores ao livro. Achei a escrita difícil, truncada e sem atrativos. Tive dificuldades de ir até o final.

  • O(a) personagem do ano: Lisbeth Salander – Trilogia Millenium

Uma heroína totalmente fora do comum. Heroína? Eu considero que sim, afinal ela salva a vida do Super-Blomkvist no primeiro livro da saga, além de cuidar de pôr em seu devido lugar os “bandidos” da história. Simplesmente A-D-O-R-O Lisbeth Salander. Uma personagem muito bem construída envolta de histórias macabras que te surpreendem pelo grau de realidade. A verdade nua e crua. Sou ultra-fã.

  • O(a) autor(a) revelação: Paolo Giordano

Confesso: comprei o livro “A solidão dos Números Primos” deste autor pelo título que achei lindo! Não sabia nada da história e sequer tinha lido algo a respeito, como geralmente faço antes de comprar. E muito menos tinha ouvido falar algo sobre esse autor. Comprei por impulso e fico feliz de o ter feito. É um livro intenso e doloroso, de leitura simples e rápida. Como um corte na pele, que incomoda no início e deixa uma cicatriz de lembrança pelo resto da vida. Grande parte do encantamento desse livro vem do modo maravilhoso como Giordano descreve os sentimentos das personagens. É muito poética a forma como ele fala da inadequação dos dois jovens ao mundo “normal” e “perfeito”, seus conflitos internos, seus problemas, seus traumas infantis, suas dificuldades, os encontros e desencontros. Giordano foi o autor revelação deste ano pra mim, pois fiquei apaixonada por sua forma de escrita.

  • O melhor livro nacional: Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

Não foi o melhor que li, confesso. Li outros que gostei mais como “Antologia poética” do Vinícius de Moraes e “Aprendendo a Viver” da Clarice Lispector. Mas como gostei muito desse livro e foi uma surpresa pra mim a forma simples da narrativa de Lima Barreto, achei interessante colocar ele como destaque. Um livro ótimo da nossa literatura nacional.

  • O melhor livro que li em 2010: A Menina que Brincava com Fogo – Stieg Larsson

Uma narração perspicaz, detalhista, perfeita que te leva a entrar na história. Me suspreendi, prendi a respiração, sofri e ri em diversos momentos. Achei esse livro realmente sensacional! Uma história madura e alucinante que aborda diversos problemas sociais e realmente prende a sua atenção com personagens tão vivos e reais que parecem sair das páginas. Perfeito. Fantástico.

6 comentários sobre “Retrospectiva Literária 2010

  1. Thays disse:

    Nossa acho difícil fazer um ranking sobre os meus livros de 2010,acho que gostei muito de todos que li…
    Quanto ao seu,concerteza Orgulho e Preconceito é um romance e tanto,Mr. Darcy ou Mr. Bingley,difícil não suspirar com o charme do primeiro e o jeito fofo do segundo…se bem que eu sou meio suspeita pra falar,Jane Austen é minha heroína,não só por seus livros,ma spor sua biografia.Não sei se você já assistiu,mas assita Becoming Jane/Amor e Inocencia e entenderá porque eu amoo ela!
    Bom,vou indo,mas volto!
    bj

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