DL 2011: Auto da Compadecida

TEMA: Peças Teatrais
MÊS: Junho


Livro:
Auto da Compadecida
Autor(a): Ariano Suassuna
Editora:
Agir
Páginas: 186

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)


Ariano Suassuna me surpreendeu. A leitura de Auto da Compadecida é super agradável e arrancou várias risadas. O livro foi escrito com base em romances e histórias populares do Nordeste e conta a história de João Grilo e Chicó, dois empregados da padaria da cidade. Xaréu, o cachorro da mulher do padeiro, fica doente e João Grilo e Chicó são enviados a Igreja para pedir ao padre que benzesse o bichano.

O padre a princípio não concorda e para convencê-lo João Grilo diz que o cachorro pertence à Antonio Morais, um homem poderoso da cidade. Aí a confusão está instalada. Quando o padre já está quase convencido em ir benzer o animal, chega Antonio Morais à paróquia para pedir pelo seu filho. O diálogo entre ele e o padre é hilário e muito bem desenvolvido por Ariano.

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É como morrer

É mais fácil ficar sozinho.
Porque, e se você descobrir que precisa de amor,
E depois não o tiver?
E se você gostar e depender dele?
E se você modelar sua vida toda em volta dele…
Para então ele acabar?
Você consegue sobreviver a tamanha dor?
Perder amor é como perder um órgão,
É como morrer.
A única diferença é que a morte acaba.
Isto, pode durar para sempre…


Último episódio da 7ª temporada
Grey’s Anatomy

Bibliotecas e Bibliotecárias

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Bibliotecas têm um cheiro especial, atmosfera própria, uma luz particular. Quanto às bibliotecárias, identifico-as pelo olhar. Olhem nos olhos delas, logo verão se gostam do que fazem. Elas têm viço, como se dizia. Levam uma chama nos olhos quando estão entre livros. Circulam pelos corredores entre estantes de modo desenvolto, em passos leves de dança. Por menor que seja a biblioteca pública, elas têm orgulho do que fazem, conhecem o papel que desempenham”.

. Ignácio de Loyola Brandão .

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DL 2011: Hamlet, Rei Lear e Macbeth

TEMA: Peças Teatrais
MÊS: Junho


Livro:
Hamlet, Rei Lear e Macbeth
Autor(a): William Shakespeare
Editora:
Abril Coleções
Páginas: 608

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)


Definitivamente, eu não gosto de ler peças teatrais. Esse mês, com toda certeza está sendo um desafio pra mim. Adoro teatro e assistir peças, mas ler esse gênero literário realmente não é minha praia. Porém, apesar de ter sofrido um pouco pra conseguir concluir a leitura, gostei do desafio, pois assim pude ler mais desse gênero literário que jamais faria sem esse empurrão. E não se pode dizer que é um leitor de verdade, sem ter lido de tudo um pouco e principalmente sem ter lido Shakespeare.

Eu já tinha lido uma peça de Shakespeare, A Megera Domada, que procurei após assistir a peça em São Paulo e acredito que por isso li com maior facilidade que estas três peças que compõem o volume que tenho da coleção Abril. Tive uma certa dificuldade em visualizar algumas cenas, e em outras achei alguns atos drásticos e secos demais. Afora isso, é possível notar em toda a obra a beleza dos textos de Shakespeare e sua contemporaneidade, apesar de terem sido escritos na passagem do século XVI para o XVII.

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Uma definição

Uma definição não encontrada no dicionário: ‘Não ir embora’: Ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças”. 

. Markus Zusak in A Menina que Roubava Livros .

Dois

XLV Desafio Incubadora Literária
Tema: Dois
Período de Votação: 08/06 a 10/06

Ele parou finalmente de correr, tropeçando no chão molhado pela chuva e caindo de joelhos. Cerrou os pulsos e fechou os olhos muito apertados. A chuva batia-lhe nas costas como uma punição por seus sentimentos errados e desvirtuosos. Tinha diante de si dois caminhos e o pensamento de que desde que ela existia em sua vida, o um não era mais suficiente. Queria ser dois. Porque dois é um número natural. E tudo que mais queria é que aquele sentimento, tão puro e forte, fosse visto como natural. E queria ser dois, porque a dualidade de todas as coisas é uma noção importante na maioria das culturas e religiões e na China, o número dois é um bom número porque diz um provérbio que todas as coisas boas vêm em pares. E dois é quase a explicação de tudo no mundo: bem e mal, convexo e côncavo, direita e esquerda, norte e sul, pai e filho, amor e ódio… E diz a lenda que o povo cantonês gosta do número dois porque a palavra que corresponde a esse número na sua língua soa parecida com a palavra relacionada à facilidade. E na música, díade é um acorde ou intervalo formado apenas por duas notas e a harmonia musical baseada nela é chamada de Harmonia Prematura, porque foi o primeiro tipo de harmonia a surgir no mundo. E dois sempre será, acima de tudo, a soma de um mais um. A soma mais simples e mais complexa de todo o universo. E enquanto pensava nisso, ele quase sorriu. Mas os dois sons descompassados e tristes de seu coração também sabiam que o número dois, apesar de tudo, é um número primo. O primeiro e o único que é par. E os números primos são sempre solitários, contendo apenas dois divisores: ele mesmo e o número um. Teve ímpetos de gritar, mas apenas cerrou com mais força os punhos, erguendo-se em certa resignação e continuando o caminho a passos lentos e em silêncio. Sabia que, assim como os números primos, era o destino de ambos viver sempre ao lado um do outro, sem jamais poderem se tocar.

{ Lyani }
Inspirado no Mangá Angel Sanctuary de Kaori Yuki

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License.

O Momento Presente

Só está ali, à sua frente, como um punhado de argila à espera de que você o tome nas mãos para dar-lhe uma forma qualquer: um bebê, um cristal, um diamante e assim por diante. E se você não o fizer, ele se fará por si mesmo, o momento presente”.

. Caio Fernando Abreu in Pequenas Epifanias .

Vapor

Depois de um décimo de milésimo de segundo, o ar começou a absorver a explosão e a reagir. (…) Nesse momento, o clarão inicial já tinha percorrido um raio de trinta quilômetros. (…) Sob o hipocentro, o sangue no cérebro da senhora Aoyama já começava a vibrar, na iminência de virar vapor. O que ela experimentou foi uma das mortes mais rápidas de toda a história humana. Antes que algum nervo começasse a perceber a dor, ela e seus nervos deixaram de existir”.

. Charles Pellegrino in O Último Trem de Hiroshima .

Expedientes Dolorosos

Para enfrentar o volume crescente de livros (e nem sempre pensando em sua qualidade), os leitores recorreram a todo tipo de expedientes dolorosos: amputar seus tesouros, formar fileiras duplas, excluir assuntos inteiros, presentear as brochuras, mudar de endereço e deixar a casa para os livros. Às vezes, nenhuma dessas opções parece suportável”.

. Alberto Manguel in A Biblioteca à Noite .

Ai, não quero nem pensar nisso!!!! O.o

Por enquanto ainda tem espaço… mas acho que de todas as opções, se eu tivesse essa escolha, eu mudaria de endereço pra deixar a casa para os livros!!! ;P