DL 2011: Cadeiras Proibidas

TEMA: Contos
MÊS: Novembro


Livro:
Cadeiras Proibidas
Autor(a): Ignácio de Loyola Brandão
Editora: Global
Páginas: 140

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Cadeiras Proibidas é o segundo livro que leio de Ignácio de Loyola Brandão e é uma das boas descobertas que o Desafio Literário me proporcinou. A narrativa deste autor é vigorosa, humorada e irônica. Tenho a impressão de que Loyola vai escrevendo o que lhe vêm à cabeça e nos presenteia com os contos profundos que compõem essa obra que, na minha opnião, assim como “Não Verás País Nenhum”, deveria ser lida por todos.

Mais uma vez, a obra de Loyola me lembrou muito 1984. George Orwell certa vez explicou-se dizendo “escrevo porque existe uma mentira que pretendo expor, um fato para o qual pretendo chamar a atenção, e minha preocupação inicial é atingir um público”. E acredito que, assim se dá também com Loyola. Sinto em sua narrativa a vontade da denúncia, da exposição, da intenção de chamar a atenção para este ou aquele fato que passa desapercebido para a sociedade.

E é essa narrativa que tanto me cativou e me fez admirar o trabalho deste autor, até então desconhecido para mim. Em seus contos loucos e cheio de cinismo, Loyola retrata pessoas nada normais que se transformam em barbantes, contam janelas pra sobreviver, atravessam portas de vidro e até querem elminiar a memória. Um mundo absurdo e fantasioso que através da metáfora nos faz refletir.

Na época em que foram escritos, eram vistos como surrealistas e fantásticos pelas pessoas que os liam no jornal, onde originalmente foram publicados. Porém, se colocados no contexto em que foram criados, se tornam mais claros aos nossos olhos. Loyola os escreveu na época da ditadura onde a realidade não podia ser relatada abertamente, era preciso dissolvê-la no mundo da fantasia. E assim nasceram os contos deste livro, dos quais destaco entre os meus favoritos: “Os homens que descobriam cadeiras proibidas”, “Os homens que se transformavam em barbantes”, “O homem que atravessava portas de vidro”, “O homem que espalhou o deserto” e “O “O homem que liquidou”.

O homem se adapta às piores condições, conformando-se com os acontecimentos. Naquela cidade, tudo é frágil, a vida humana tem a espessura de um fio. Ou é delgada como um vidro. Mas isto vai se constituindo na normalidade”.

Leitura recomendada!

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2 comentários sobre “DL 2011: Cadeiras Proibidas

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