DL 2011: Quarto

TEMA: Lançamentos do Ano
MÊS: Dezembro


Livro:
Quarto
Autor(a): Emma Donoghue
Editora: Verus
Páginas: 349

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Eu já esperava por uma história de sofrimento e angústia quando comecei a ler “Quarto”, afinal tinha visto as críticas de seu lançamento na revista Veja. E também já sabia que a história era narrada por uma criança de 5 anos nascida num quarto pequeno e fechado e que só tinha aquilo como visão de mundo. E só por esses motivos eu já sabia que o livro me interessava. O que eu não esperava, era encontrar uma narrativa tão bem estruturada na linguagem infantil de Jack e que isso fosse me cativar tanto a ponto de entrar em desespero em certas cenas, querendo ajudá-lo ou salvá-lo dos problemas advindos de uma vida restrita a quatro paredes.

Não conhecia o trabalho de Emma Donoghue até então e achei que ela foi muito bem sucedida em contar a história pelos olhos de Jack. Já havia visto esse mesmo sucesso em “O menino do Pijama Listrado” de John Boyne. É incrível como ver a situação terrível pela qual ambos os garotos passaram pelos olhos infantis e inocentes nos causa mais angústia do que se a história fosse contada através de um olhar adulto e com mais compreensão.


É justamente o fato da criança não saber o que acontece, e nós sim, que nos causa essa sensação de angústia e imobilidade diante do horror que se passa e a nossa vontade de ajudar sem poder. Fico sempre muito feliz quando leio autores que conseguem causar essas fortes sensações com sua narrativa.

Emma Donoghue conta em seu livro, a história de Jack e sua mãe que foi sequestrada ainda muito jovem e presa num quarto na garagem onde era frequentemente abusada por seu captor. Neste quarto, engravidou e levou a gestação à frente, tendo Jack sem nenhuma ajuda hospitalar ou qualquer outra. Criou dentro do minúsculo local, um mundo de fantasia onde Jack pudesse crescer com o mínimo de conforto possível. Ela cria uma rotina para ambos e inventa brincadeiras e brinquedos das coisas mais simples, tentando fazê-lo feliz naquele pequeno mundo. A noite, quando o “Velho Nick” chega, Jack se esconde no guarda roupa e dorme aos sons dos rangidos da cama da mãe, sem saber exatamente o que isso significa.

Cada página é uma angústia ainda maior. E é muito bonito ver as tentativas da mãe de Jack para que aquela situação cause o mínimo de trauma possível para ele. O problema é que Jack está crescendo e o quarto ficando pequeno para os dois. Acreditando que Jack já conseguirá compreender algumas coisas, a mãe começa a tentar contar-lhe a verdade, criando um plano arriscado para tentar tirar ambos daquele lugar.

O amor que os une é o que há de mais bonito no livro, em minha opnião. A força da jovem e a inocência do menino se unindo de uma forma linda capaz de qualquer coisa pela felicidade um do outro. A ligação mais forte do mundo e que realmente exemplifica o imenso amor de mãe e filho.

Gostei muito da leitura realmente, apesar do horror que ela traz por trás dos inocentes olhos de Jack. A narrativa da autora é bastante empolgante e cheia de diálogos e a história muito criativa.

Recomendo a leitura!

Leia também no Skoob.

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