Tem sempre algo mais…

Tem dias que tudo está em paz
E agora os dias são iguais
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora que estou sozinho
Mas não venha me roubar ♫

.  Angra dos Reis Legião Urbana .

Porre Literário III

Tenho todo um ritual para meus porres literários. Primeiro de tudo, abro uma garrafa de um bom vinho tinto. Depois desligo o celular, ligo a secretária eletrônica, reúno todos os livros que tenho a inteção de ler ou reler e ainda não o fiz”.

. J. Kaufman & K. Mack in Ler, Viver e Amar em Los Angeles .

Porre Literário II

Eu caio nesse estado por diversas razões. Às vezes é depois de uma briga tipo “Não aguento mais olhar pra sua cara”. Outra vezes, é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que está bagunçada, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. Como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? Levando tudo em consideração, prefiro ler. É a fuga perfeita”.

. J. Kaufman & K. Mack in Ler, Viver e Amar em Los Angeles .

Porre Literário I

As mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. Algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. Minha mãe costumava ficar furiosa quando ela e meu pai brigavam e, depois, se embriagava durante dias sem fim e desaparecia dentro do quarto. Minha irmã era mais do tipo frieza total; dê-lhes um gelo e, nesse meio tempo, devore um bolo gelado Sara Lee de banana. E o que eu faço – o que sempre fiz – é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias”.

. J. Kaufman & K. Mack in Ler, Viver e Amar em Los Angeles .

Da série “Eu Preciso”

on We Heart It. http://weheartit.com/entry/22659570

A melhor memória de nossa espécie

Ao longo da história o homem tem sonhado e forjado um sem-fim de instrumentos. Criou a chave, uma barrinha de metal que permite que alguém penetre em um vasto palácio. Criou a espada e o arado, prolongações do braço do homem que os usa. Criou o livro, que é uma extensão secular de sua imaginação e de sua memória. A partir dos Vedas e das Bíblias, temos aceitado a noção dos livros sagrados. Em certo modo, todo livro é. Nas páginas iniciais de Quixote, Cervantes deixou escrito que recolhia e lia qualquer pedaço de papel impresso que encontrava na rua. Qualquer papel que encerra uma palavra é uma mensagem que um espírito humano manda a outro espírito. Agora, como sempre, o instável e precioso mundo pode se perder. Somente podem salvar os livros, que são a melhor memória de nossa espécie“.

. Jorge L.uis Borges .