Resenha: A Culpa é das Estrelas


Livro:
A Culpa é das Estrelas
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 286

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Se o próprio Markus Zusak, autor que sou super fã diz que “você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais”, não há porquê discordar. E eu definitivamente não discordo. E ainda digo mais… Quando Clarice Lispector escreveu uma de suas frases que mais gosto “A vida é um soco no estômago” foi porquê John Green ainda não havia escrito A culpa é das Estrelas e portanto ela não teve a oportunidade de lê-lo, senão (embora eu não possa apostar) ela teria dito que este livro sim, é um soco no estômago. E dói. Dói de verdade. Mas…

Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e aí olhou pra mim. ─ Ela precisa ser sentida”.

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Guerra

Eu não conseguia esquecer a guerra – é claro que não, ninguém conseguia -, mas acho que todos nós tivemos de colocar a guerra em algum porão da mente e tocar a vida adiante, da melhor maneira que podíamos, vivendo um dia de cada vez. Talvez essa fosse a única maneira de manter vivas as nossas esperanças: olhar para algum lugar além do que estávamos vendo ao nosso redor, além da sombra da tragédia que pairava sobre nossas cabeças”. 

. Michael Morpurgo in Um Elefante em Meu Jardim .

Dar-se enfim

O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração e não estou perdendo nada! E o susto: acorde, pois há o perigo do coração estar livre!”.

. Clarice Lispector in De amor e amizade .

Convergência

Foi um erro ter voltado. Talvez seja sempre. Os lugares nunca são como a gente se lembra deles. Talvez eles tenham mudado, ou talvez a gente tenha mudado, ou talvez sejam enganos da memória. Uma imagem de qualquer lugar é uma incomum convergência de como ela era num momento particular e os olhos particulares que a viram, modificada pelo tempo e nunca a ser repetida”. 

. Jim Powell in Arriscar é Viver .

Me dá

Me dá nojo, não exatamente nojo, que é uma coisa de estômago que se derrama viscosa pelos outros, atingindo tudo em torno, esverdeada, não, nem ódio, que é grande demais, não cabe dentro de mim, (…) o ódio seria demais, eu tropeçaria toda atrapalhada com meu próprio peso, a raiva é mais mansa e eu me sinto capaz de suportá-la, a raiva cabe em mim porque não permanece, e as coisas só adentram em mim quando podem escapar em seguida”.

. Caio Fernando Abreu in Inventário do Ir-remediável .

Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes

Livro: O Morro dos Ventos Uivantes
Autor(a): Emily Brönte
Editora: Record
Páginas: 397

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Há uma linda citação de Zafón em seu igualmente lindo livro A Sombra do Vento que diz que “poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração”. E eis então o que me ocorreu com O Morro dos Ventos Uivantes e sua história de amor controversa. Desde a primeira vez que peguei a primeira edição com tradução de Rachel de Queiroz nas mãos, aos 19 anos, já li o livro quatro vezes. Em todas elas me emociono de derramar lágrimas e não me canso de venerar a brilhante e sensível escrita de Emily Brönte, magnífica escritora que morreu aos 30 anos sem sequer saber que seu livro seria consagrado como um dos romances mais importantes da literatura inglesa e mundial.

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Marvin, o Andróide Paranóide


— Marvin! — gritou Zaphod.
— O que você quer? Marvin ergueu-se de uma pilha de entulho de alvenaria mais adiante no corredor e olhou para eles.
— Você está vendo aquele robô vindo em nossa direção? Marvin olhou para a gigantesca forma negra que se dirigia em sua direção atravessando a ponte. Olhou para seu franzino corpo metálico. Olhou de novo para o tanque.
— Imagino que você quer que eu o detenha — disse.
— Isso.
— Enquanto vocês salvam suas peles.
— Isso — disse Zaphod —, faça isso!
— Apenas pelo tempo em que eu souber onde estou — disse Marvin.

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