Pesar

Comecei a chorar. Não as lágrimas silenciosas de um infortúnio dolorido, mas os longos gemidos de uma perda inimaginável. Chorei por Mama. Chorei por meu país. Chorei pela humanidade. Chorei por mim mesmo. Senti pesar por todo mundo que já viveu. Senti pesar em ritmos de absoluto silêncio, nos quais eu parecia não respirar de foma nenhuma. Sofri na dissonância de uma imensa angústia”. 

. Jim Powell in Arriscar é Viver .

Resenha: O Lado Bom da Vida


Livro:
O Lado Bom da Vida
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Íntrinseca
Páginas: 256

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

 

Pra falar a bem da verdade, a princípio fiquei receosa de começar a ler esse livro. Um dos motivos é que romance meloso não é o que posso chamar de meu estilo de leitura favorito, essa coisa do “happy ending” não cola comigo a menos que a história tenha sido muito bem trabalhada pra chegar à tal. Mas, o que realmente me fez repensar na idéia de ler esse livro, foi que descobri que o protagonista Pat lia livros e soltava os maiores spoilers durante a história. Achei inusitado e a partir do momento que envolve livros, eu me interesso imediatamente.

Pois bem, devidamente interessada, mergulhei na história de Pat, um professor de história que acaba de sair de um hospital psiquiátrico. Tudo que ele sabe, e o que você também vai ficar sabendo por um bom tempo já que o livro é contado em primeira pessoa, é que ele tem um temperamento explosivo e que um “acidente” o levou para o “lugar ruim”, como ele mesmo costuma rotular. Ele se lembra de ter estado lá por apenas alguns meses, tempo este que intitula de “tempo separados”, pois ele tem uma esposa, a Nicki, pela qual sente um amor tão profundo que beira a obsessão e tudo que se lembra é que ela pediu que ficassem um “tempo separados”.

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A verdade dói

─ A verdade dói, não dói? – Era uma pergunta áspera, mas sua voz tinha perdido a aspereza. 
─ No momento tudo dói – eu disse”.

. Jim Powell in Arriscar é Viver .

12.03 [13] – Dia do Bibliotecário

No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ”Tesouro dos remédios da alma”. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras”.

. Jacques Bossuet .

06.03 – 85º Aniversário de Gabriel Garcia Marquez

Nascido em Aracataca, na Colômbia, em 6 de março de 1928, o jornalista e escritor Gabriel José García Márquez recebeu do Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Sua obra-prima, “Cem Anos de Solidão”, é reconhecida internacionalmente como um dos mais engenhosos textos escritos em língua espanhola.

Para García Márquez, “O Amor nos Tempos do Cólera” é o seu melhor romance. Nele, o leitor acompanha a história do amor não realizado do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por Fermina Daza, uma donzela de família.

Em “Memória de Minhas Putas Tristes”, a primeira obra de ficção do autor, um intrigante solitário personagem relembra suas aventuras sexuais, peregrinando de bordel em bordel até viver uma história de amor.

Por meio de relatos de testemunhas, “Crônica de uma Morte Anunciada” narra o último dia de vida de Santiago Nasar, um quebra-cabeça que é montado aos poucos.

“Notícia de um Sequestro” mostra a dramática situação vivida na Colômbia, especificamente a guerra do tráfico de drogas. Utilizando um estilo de reportagem, García Márquez foca sua narrativa tanto no cotidiano dos cativeiros como nas negociações entre traficantes, nos parentes das vitimas e nas repercussões da vida dos colombianos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Loucura

Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura – loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura”.

Caio Fernando Abreu in Morangos Mofados .