País tristíssimo

Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívida, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: Carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola esse país tristíssimo?”.

Caio Fernando Abreu in Pequenas Epifanias .

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