Sobre ser uma pessoa horrível

Roubartilhado daqui:

Alguém perguntou para o Neil, em seu Tumblr, sobre como ser uma pessoa mais gentil. Esta é sua resposta. Post traduzido do Tumblr do Neil.

30seasons perguntou: “Caro Neil, eu sou uma pessoa horrível. Como ser mais gentil, por favor?”

Neil Gaiman: As vezes, eu suspeito que todos nós somos pessoas horríveis. Ou, pelo menos, somos pessoas humanas. Mesma coisa. Somos impacientes, gostamos de julgar, irritantes e irritados, mal humorados, facilmente ofendidos e todo o resto. Então, como ser mais gentil, se isso não vem naturalmente? Fingindo. Finja um pouco de cada vez. Porque não há realmente nenhuma diferença entre fazer algo de bom para alguém porque você é naturalmente santo e perfeito, e fazer algo de bom para alguém porque você é secretamente demoníaco e tenta encobrir. Ainda é um ato de bondade de qualquer maneira, e você ainda tornou as vidas dos outros melhores. Sorria para as pessoas. Diga olá. Pergunte sobre suas vidas. Lembre-se o que eles já lhe disseram sobre suas vidas. Fazer pequenas coisas para tentar ajudá-los. (Eles não vão saber que você é horrível, não se preocupe. Eles só vão perceber que você está ajudando). Dê às pessoas o benefício da dúvida. Lembre-se que mais frequentemente a culpa é da estupidez e não da maldade, que todos podem estragar tudo (incluindo você) e o que é importante é aprender com isso. Pense “O que uma pessoa verdadeiramente mais gentil faria agora?” — E faça isso. Não se espanque quando você falha. Basta ser tão gentil com você mesmo como você será para os outros — mesmo que você tenha que fingir. E boa sorte.

4 comentários sobre “Sobre ser uma pessoa horrível

  1. o tempo das ideias disse:

    Esta postagem inspira ao mau-caratismo. De que é benéfico e útil um conteúdo textual ser ou estar estéticamente bem escrito, agradável, se éticamente é deplorável? Fingir é parecer. Parecer ser virtuoso ou fingir ter ou fingir tentar ter ou fingir se esforçar para ter qualquer virtude é tudo, menos uma ideia ou uma ação virtuosa ou pró-virtude. Ou se é decente ou não se é. Ou se tenta verdadeiramente se esforçar para ser decente ou não é esforço verdadeiro, é fingimento, é antiético, imoral, deplorável. É manter como estão ou piorar os estados de coisas e almas das realidades do mundo como ele está. O mundo está de saturado a transbordante de corações e mentes malévolas, moralmente viciadas, incorrendo em todos os tipos de violências e injustiças gratuitas contra inocentes que se tornam vítimas, muitas vezes cativas de pessoas mesquinhas, perversas que se dão bem na vida fingindo, escondendo, omitindo quão más são como pessoas ou/e profissionais. É intolerável! De que adianta um suposto coração bom ligado e orientado e conduzido voluntariamente por uma mente má? (E vice-versa) É um bom coração? Não é. Há hipócritas, demagogos e cínicos que perfeitamente bem fingem ser dignos, honrados, enquanto, nada mais, nada menos, torturam psicologicamente, moralmente ou/e fisicamente pessoas verdadeiramente e incorruptivelmente dignas sem concessão. Não sinto muito em dizer que esse Neil Gaiman, além de ter falado ou/e escrito algo contraproducente, fê-lo em favor de algo ideológico desumano. E isto vai contra o que o mundo está, há milênios, mais exatamente necessitando. Nojento! Lyani, seu blog é bacana, e por isto o sigo. Mas as palavras desse senhor aí acima… Merece vociferações.

    • Lyani disse:

      Concordo com alguns pontos do que escreveu meu querido leitor. Mas somos humanos e nem sempre é possível ter um bom e lindo coração e ser 100% bom o tempo todo. Acredito que o que ele quis dizer, foi que de início finja ser bom, que aos poucos isso se torna uma prática e você vai acabar mudando internamente. Gosto muito do Neil Gaiman e das coisas que escreve e por isso não vi mal no que ele escreveu, mesmo porque também sou humana, também erro, também estrago tudo e tenho tentado dia a dia ser melhor. Mas todos temos o direito de pensar e agir conforme acreditamos correto, não é mesmo? Como diria Voltaire: “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”! Mto grata pela visitação e pelo comentário 🙂 Volte sempre!

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