Reflexão

Se não for pra provocar reflexão, não vale a pena escrever. Nunca desejei ser beletrista. Quando, tanto tempo atrás, comecei a fazer crônica no jornal e as pessoas vinham me dizer:’Marina, você está escrevendo muito bem’, eu ficava um pouco desapontada, pensava: ‘Escrever bem muita gente sabe, quero que me digam que estou pensando bem’. É no fio do pensamento conjugado com a emoção que se faz a melhor literatura. O meu propósito, portanto, inclui uma escrita de reflexão, capaz de surpreender, de cravar-se como uma cunha no pensamento do leitor, provocando-o, pelo menos por um tempo. O ideal é que a pessoa leia um miniconto, um poema, um texto, e feche o livro sentindo-se plena, alimentada. E que esse sentimento perdure. Eu quero ser bala de hortelã para o resto do dia na boca daquela pessoa”.

. Marina Colasanti in Nos Caminhos da Literatura .

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