Que algo nos salve…

A eternidade nos escapa.
Nesses dias, em que soçobram no altar de nossa natureza profunda todas as crenças românticas, políticas, intelectuais, metafísicas e morais que os anos de instrução e educação tentaram imprimir em nós, a sociedade, campo territorial cruzado por grandes ondas hierárquicas, afunda no nada do Sentido. Acabam-se os ricos e os pobres, os pensadores, os pesquisadores, os gestores, os escravos, os gentis e os malvados, os criativos e os conscienciosos, os sindicalistas e os individualistas, os progressistas e os conservadores; não são mais que hominídios primitivos, e suas caretas e risos, seus comportamentos e enfeites, sua linguagem e seus códigos, inscritos na carta genética do primata médio, significam apenas isto: manter o próprio nível ou morrer.
Nesses dias, precisamos desesperadamente da Arte. Aspiramos ardentemente a retomar nossa ilusão espiritual, desejamos apaixonadamente que algo nos salve dos destinos biológicos para que toda poesia e toda grandeza não sejam excluídas deste mundo.

Muriel Barbery in A elegância do Ouriço

25.05 [16] – Dia da Toalha/Orgulho Nerd

Não basta apreciar a beleza de um jardim, sem ter que imaginar que há fadas nele?”.

. Douglas Adams in O Guia do Mochileiro das Galáxias .

Efêmero

Não existe nada mais efêmero do que os suportes duráveis”.

. Jean-Claude Carrière in Não Contem com o Fim do Livro .