Resenha: O Flagelo de Hitler


Livro:
 O Flagelo de Hitler
Autor(a): Albert Paul Dahoui
Editora: Lachatre
Páginas: 224

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Emocionante!
Acho que já é de conhecimento das pessoas que acompanham minhas leituras e resenhas, e dos que me conhecem que tenho um grande interessante pela literatura do holocausto e esse foi o motivo pelo qual decidi ler este livro.

Eu poderia dizer que fiquei decepcionada pelo fato de o livro sequer tocar no assunto holocausto antes das últimas páginas, mas realmente não fiquei, pois a história me envolveu de uma forma, que não conseguia parar de ler. A leitura é daquelas que flui com facilidade e os ensinamentos e passagens emocionantes fazem refletir sobre nossas vida e nossas escolhas, o que é fundamental num livro espírita.

O livro conta os dramas de Márcia, uma jovem que contraiu HIV através de seu Marido que por sua vez adquiriu a doença através de transfusão de sangue. Márcia estava grávida e ambos eram funcionários de uma indústria farmacêutica que justamente trabalhava na tentativa de encontrar a cura para tal doença. Para evitar escândalos, os dois são demitidos e Márcia se vê sozinha na luta para combater a doença e não se deixar cair, já que seu marido não suporta o desenrolar dos acontecimentos e se entrega, falecendo de uma pneumonia muito forte.

O ano é 1984 e muito pouco se sabe sobre a AIDS nessa época, o que gera muito preconceito em relação à doença e Márcia e seu filho passam por várias situações difíceis onde nem mesmo médicos e enfermeiras querem se dispor a colocar suas vidas em riscos para cuidar deles, imaginando que vão se contaminar apenas pelo toque.

Com a ajuda do plano espiritual e de Ângelo, um repórter trabalhador de um centro espírita, Márcia conhece a doutrina e resignada, convive com sua doença, auxiliando outras pessoas com o mesmo problema e sendo assim, também auxiliada. Os esinamentos e reflexões que são passadas através dos diálogos entre os mentores espirituais de Márcia e Ângelo, além do dirigente da casa espírita, são realmente emocionantes e essenciais.

É muito sutil a ligação dos personagens com os acontecimentos do holocausto. É possível notar ao longo da história que todos os personagens tem alguma ligação com a Alemanha, seja ela parentesca, empregatícia ou até mesmo espiritual. Mas somente no final do livro é que se descobre que as personagens fazem parte de um grupo de pessoas que estiveram envolvidas com o nazismo durante a Segunda Grande Guerra Mundial e que reencarnaram com o objetivo de resgatar seus débitos.

Embora a história não tenha, nem de longe, sido a que imaginei quando peguei o livro em mãos, eu fiquei muito feliz de ter prosseguido na leitura que me trouxe muitos belos ensinamentos e inspirações.

Recomendo!

3 comentários sobre “Resenha: O Flagelo de Hitler

  1. Maria Faria disse:

    Olá! Já li sobre este livro em outras resenhas e na maioria delas ele é elogiado. Também adoro leitura sobre o Holocausto, mas parei um pouco nos últimos tempos, pois parece que virou mania escrever sobre tudo relacionado ao assunto e os livros tornaram-se um pouco repetitivos. O diferencial deste livro é tratar o tema sob a ótica espírita, tipo de leitura que também adoro. Abraço!

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