Pensar dói.

Mas se não formos demasiado fúteis nem nos avaliarmos apenas pelo bolso e pelo físico, pode haver muita energia boa na maturidade. Alguns trabalhos cumpridos, ainda horizontes pela frente, sensação de que afinal podemos repensar muitas coisas.
Digo e repito sempre que quando se diz “pare um pouco pra pensar”, a reação é mais ou menos “parar pra pensar? nem pensar! se eu paro pra pensar, desmonto”.
Já comentei isso, e aqui, como outras coisas mais, retomo: porque me agrada, porque aqui me importa.
Então a gente não pensa: segue adiante, busca, luta, desperdiça tempo e alegria, as dores são surdas e insidiosas, perdemos o prumo, o rumo, a vida se vai e agora, e agora?
Uma distração qualquer, e a mão que se estende chega tarde, o pulso já fora cortado; por um fio, por um minuto, o avião havia partido, o telefone estava fora do gancho. Foi egoísmo nosso, futilidade, aridez? Descartamos o que não faz parte do nosso mundo. Porque somos perversos?
Porque somos humanos.
(Pensar dói).

Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre

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