Resenha: O Conde de Monte Cristo


Livro:
 O Conde de Monte Cristo
Autor(a): Alexandre Dumás
Editora:
 Zahar
Páginas: 1663

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Eu me apaixonei pela história de O Conde de Monte Cristo, pois é simplesmente fantástica e te prende do início ao fim. Não há como não ser cativado pelo protagonista da história e sentir suas dores, seu rancor, sua vontade de vingança! Alexandre Dumàs foi realmente um mestre na narração desse romance que juntamene com Os Três Mosqueteiros é considerado uma de suas mais populares obras.

Edmond Dantés, um marinheiro que acabara de receber o posto de capitão do navio por mérito e de pedir em casamento o amor de sua vida, Mercedes, é preso sob falsa acusação por ter ido à Ilha de Elba, onde teria recebido uma carta de Napoleão em seu exílio. A carta, na verdade, fazia parte de um plano bolado por três pessoas que tinham interesse no acontecido: o juiz de Villefort, filho do destinatário da carta de Napolão e que queria silênciá-lo, Danglars amigo de Edmund mas que desejava o posto de capitão que lhe fora dado e Fernand Mondengo, seu melhor amigo e primo que desejava casar-se com Mercedes em seu lugar.

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Resenha: O Último Leitor


Livro:
 O Último Leitor
Autor(a): Ricardo Piglia
Editora:
 Companhia das Letras
Páginas: 192

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Ricardo Piglia reuniu uma série de ensaios sobre o vínculo entre obras e leitores para criar uma espécie de “história imaginária da leitura”. São cenas colhidas ao longo da história literária onde o leitor ficcional é o centro das atenções.

Tudo tem início com o capítulo “O que é um leitor?”, onde Piglia citando Borges, “um dos leitores mais convicentes que conhecemos, a respeito de quem podemos imaginar que perdeu a visão lendo”, introduz sua trajetória em rastrear o modo como a figura do leitor está representada na literatura, ou seja, as representações imginárias da arte de ler na ficção. Já neste primeiro capítulo, cita obras como Hamlet e O Aleph.

Piglia nos traz a partir de então, diversos capítulos interessantes que remotam a este tema: um capítulo sobre Kafka e suas infinitas cartas a Felice Bauer, a garota-datilógrafa, com quem ele trocava impressões sobre o leitor ficcional em cartas que mais pareciam as páginas de um diário; Um ótimo capítulo sobre Che Guevara e seu gosto e vício pela solidão e pela leitura:

“O fato de eu desaparecer para ler, fugindo assim dos problemas cotidianos, tendia a distanciar-me do contato com os companhieros, sem contar que há certos aspectos de meu caráter que não facilitam a aproximação”

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Terra perpétua

Afinal, nasci num tempo em que o tempo não acontece. A vida, amigos, já não me admite. Estou condenado a uma terra perpétua, como a baleia que esfalece na praia. Se um dia me arriscar num outro lugar, hei-de levar comigo a estrada que não me deixa sair de mim”.

. Mia Couto in Terra Sonâmbula .

Resenha: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil


Livro:
 Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
Autor(a): Leandro Norlock
Editora: LeYa Brasil
Páginas: 319

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Demorei pra conseguir começar a escrever essa resenha. Não sei dizer se gostei ou não deste livro. É um livro que faz você rever conceitos, isso com certeza. O autor o escreveu de forma bastante envolvente e é impossível parar na metade, mesmo não gostando muito do que se leu. E é um tanto desanimador também e provocativo. Principalmente pra quem é bem patriota. Não é o meu caso, mas mesmo assim fiquei pensativa ao ler sobre Santos Dumont e Aleijadinho.

O próprio Narloch, avisa, logo no início do livro: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos.”

Não me enfureceu, mas também não me fez rir, como no começo imaginei que faria. Imaginei um livro engraçadíssimo e me flagrei muito mais reflexiva durante a leitura do que achando graça.Não dá pra querer saber se tudo que ele escreve é verdade ou não, se o que lemos nos livros de história e aprendemos durante toda nossa vida é verdade ou não. Isso nós nunca saberemos com 100% de certeza. Só quem viveu na época, viu e ouviu. Mas é sempre bom ler sobre todos os pontos de vistas pra poder criar suas próprias opniões a respeito.

É uma leitura recomendada, com certeza, para abrir horizontes e refletir!

12.03 [17] – Dia do Bibliotecário

Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado”.

. Neil Gaiman in The Guardian (Palestra 2013) .

Resenha: Que farei com este livro?


Livro:
 Que Farei com Este Livro?
Autor(a): José Saramago
Editora:
 Cia. das Letras
Páginas: 232

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Definitivamente eu sou fã de Saramago. Até mesmo no gênero teatro, que não é o meu forte, ele conseguiu me cativar. Confesso que a leitura das três peças que compõe esse livro foi mais simples e agradável para mim. Acredito que isso se deva aos longos e poéticos, embora não tão poéticos quanto Shakespeare, diálogos e conversas ao longo das três incríveis histórias. Copiei lindas citações e embora o tema, político e ao mesmo tempo existencial, também não seja dos meus favoritos, a leitura fluiu e só confirmou a habilidade do autor português.

A primeira peça, chamada “Que farei deste livro?” trata do retorno de Luís de Camões das Índias com seus escritos, Os Lusíadas. Na obtusa Inquisição e medíocre corte de Lisboa da época, Camões tem que negociar a permissão para publicar a sua obra, que veio a se tornar a amior da língua portuguesa. Gostei bastante dessa primeira peça, e foi das três a que li com maior interesse. Os diálogos são ótimos, afiados e cativam o leitor.

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O Fácil

A cada dia, mesmo sem saber, sem querer, estamos nos criando. Ninguém pode nos dizer que será fácil. O fácil pode ser desinteressante, e merecemos ao menos alguma vez fazer, querer, ser, o interessante, o audacioso, apesar dessa incrível sensação de fragilidade que nos acompanha”.

. Lya Luft in O Tempo é um Rio que Corre .