Resenha: A Paixão pelos Livros

Livro: A Paixão pelos Livros
Autor(a): Julio Silveira [e] Martha Ribas (org.)
Editora:
 Casa da Palavra
Páginas: 152

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Maravilhoso!
Julio Silveira e Martha Ribas estão de parabéns pela organização desta obra simplesmente encantadora! Com contos e citações maravilhosos de autores consagrados e apaixonados por livros, fui totalmente conquistada. A divisão dos textos, as citações escolhidas, tudo de muito bom gosto. O primeiro texto da obra já é arrebatador: José Mindlin, o famoso bibliófilo, falando de seu amor pelos livros. Compartilho um trecho deste que amei em especial:

“Pra mim é difícil falar simplesmente de gosto pelos livros, porque em matéria de livros meu caso é muito mais grave: é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira, e ainda acima disto, é incurável”

Perfeito. Assim como Mindlin, pra mim também é muito difícil falar do meu gosto por livros e por isso gostei tanto desse livro e com certeza irei relê-lo muitas e muitas vezes!

Leitura mais do que recomendada, obrigatória para os amantes de livros!

Sucesso

“Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso“.

. Bessie Stanley .

Resenha: O Castelo do Príncipe Sapo

Livro: O Castelo do Príncipe Sapo
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
 Companhia das Letrinhas
Páginas: 128

Nota: 2
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

DESAFIO LITERÁRIO 2011 – Tema: Infanto Juvenil / Mês: Janeiro (Livro 4)
Confesso que de todos que li do Gaarder, este foi o que menos gostei. Não sei explicar exatamente o que não me agradou, mas não foi uma leitura super agradável como geralmente os livros de Gaarder são. Talvez tenha sido o fato do livro ser cheio de metáforas ou talvez a mistura de realidade com sonho que me deixou um pouco embaralhada na história, não sei realmente precisar.

A história é protagonizada por um menino de 7 anos que acaba de perder o avô e apesar de chamar-se Gregório da Silva, gosta de se apresentar como Gregório Pregório. Numa certa noite ele estava andando à luz do luar quando conhece o duende Umpim e com ele vive uma incrível aventura num castelo onde guardas são Salamandras, a Rainha não usa a parte de cima da roupa, um Lorde Camareiro lê pensamentos e todos adoram comer panquecas com geléia de morango.

Quase na metade da leitura comecei a entender que o garotinho Gregório sofreu tanto com a perda do avô, do qual fala durante toda sua incrível aventura, que precisava se desligar do “mundo real” e mergulhar no “faz-de-conta”. O que é incrível nos livros de Gaarder é que tem sempre algo a refletir em sua escrita. Duas passagens me chamaram muito a atenção neste livro. Primeiro a passagem do Rei falando sobre o tempo com Gregório:

“O tempo cura todas as feridas, mas abre outras…”
“Quer dizer que o tempo é ao mesmo tempo bom e ruim?”
“Sim, as duas coisas”

E também quando Umpim, o duende, ensina Gregório a enfrentar seus medos:

“Quem foge de um sonho mau acaba sempre voltando a esse mesmo sonho. Por isso devemos tratá-lo exatamente como se trata um lobo que a gente encontra na floresta. […] Se você encontrar um lobo, não deve sair correndo, pois ele vai correr atrás de você. Você deve ficar firme no lugar e olhar bem fixamente nos olhos do lobo…”.

Apesar destas duas ótimas passagens, no todo não consegui dar muitas estrelas para esta obra. Achei as demais obras de Gaarder mais interessantes!

Outono

Que chegue, trazendo brisas frias
Derrubando folhas, tristezas e solidão
Que leve, todo exagero
Que reste, luz fraca, brisas e lembranças
Suave, ameno e confortador
Triste, mas aceitável
Nada de paixões ardentes
Nada de dores profundas
Só a suavidade de ambas, calmaria sem explosão
Suave torpor que confunde mas não se perde
Leveza de todo o sentir
Nem tão calmo, nem tão breve
Outono
Estação e Sentimentos

{ Lyani } 20/03/2007

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EVELYN

Não te acabarás, Evelyn.

As rochas que te viram são negras, entre espumas finas;
sobre elas giram lisas gaivotas delicadas,
e ao longe as águas verdes revolvem seus jardins de vidro.

Não te acabarás, Evelyn.

Guardei o vento que tocava
a harpa dos teus cabelos verticais,
e teus olhos estão aqui, e são conchas brancas,
docemente fechados, como se vê nas estátuas.

Guardei teu lábio de coral róseo
e teus dedos de coral branco.
E estás para sempre, como naquele dia,
comendo, vagarosa, fibras elásticas de crustáceos,
mirando a tarde e o silêncio
e a espuma que te orvalhava os pés.

Não te acabarás, Evelyn.

Eu te farei aparecer entre as escarpas,
sereia serena,
e os que te viram procurarão por ti
que eras tão bela e nem falaste.

Evelyn! – disseram-me,
apontando-te entre as barcas.
E eras igual a meu destino:

Evelyn – entre a água e o céu.
Evelyn – entre a água e a terra.
Evelyn – sozinha –
entre os homens e Deus.”

. Cecília Meireles in Mar Absoluto, Retrato Natural .

JÁ CHEGA DE SER “DOADORA UNIVERSAL”

Não é só relacionamento amoroso que precisa ser cultivado. Amizade também precisa de contato, de carinho, de reciprocidade. Várias vezes na minha vida eu me vi na posição de ser a pessoa que fazia tudo… A única que investia energia. Só eu ligava, só eu me preocupava se o outro estava bem, só eu dava presente, só eu dava carona, só eu dava afeto e compreensão… E é nesse ponto em que a minha vida travava. Esse é o aprendizado: pra tudo no universo existe um tempo. Tempo de plantar-tempo de colher, tempo de trabalhar-tempo de descansar, tempo de doar-tempo de RECEBER. Principalmente pras mulheres: A gente NÃO tem que ser doadora universal. Pra troca ser digna, é preciso estar pronta pra receber também. Acreditar que merecemos tudo. Carinho, afeto, compreensão. Não é preciso forçar, lutar ou cobrar nada. Quando essa falta de simetria aparecer em um relacionamento, é hora de parar, respirar, e perceber que não é por aí. Uma vez fiz um teste: parei de ligar pra uma amiga pra ver se um dia ela retornava, afinal de contas, ela nunca estava disponível. Não ligou nunca mais. Sinal que o vínculo não era assim tão forte. Recentemente isso está prestes a acontecer de novo… Difícil é saber deixar ir embora, “partir-andar”.
Não necessariamente é preciso cortar o contato, mas entender que só vai ser digno se a troca for natural e saudável para todos. Nada de passar por cima das nossas necessidades.
É um mantra que estou repetindo para mim mesma: “eu também mereço receber”. 

Texto escrito pela jornalista e mestranda Bárbara Garcia
e cedido carinhosamente a este blog para publicação. 

R. I. P. Stephen Hawking

E obrigada por tudo ❤

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[Conselhos para os meus três filhos]
“Um, lembre-se de olhar para as estrelas e não para baixo, para seus pés. Dois, nunca desista do trabalho. Trabalho dá significado e propósito, e a vida está vazia sem ele. Três, se você tiver sorte o suficiente para encontrar o amor, não o deixe ir embora”.

. Stephen Hawking