09.04 [18] – Dia da Biblioteca

“Os livros não matam a fome, não suprimem a miséria, não acabam com as desigualdades e com as injustiças do mundo, mas consolam as almas, e fazem-nos sonhar”.

. Olavo Bilac .

Sobre os fervilhantes acontecimentos políticos do final de semana…

Roubartilhei daqui: 

O sistema político brasileiro é podre, reflete de forma cristalina o modus operandi de grande parte do povo. Após décadas em estado de coma, preocupado apenas com futebol e novela, o gigante acordou e saiu tropeçando em tudo. A internet ajudou, o “público” que antes se resumia aos vizinhos, familiares próximos e colegas de trabalho, aumentou sobremaneira. Com péssima interpretação de texto, poupou tempo e se acostumou a dissertar sobre qualquer tema a partir das manchetes, inclusive as falsas. Nunca subestime a estupidez humana, saiba que existem pessoas alfabetizadas e diplomadas neste momento elaborando planos para provar que a Terra é plana.

Ao negar a lucidez, abriu-se espaço para o sentimento mais rasteiro e fácil, o ódio. A discussão política foi ganhando tons cada vez mais agressivos, logo, os perigosos extremos foram potencializados. Adultos infantilizados acreditam em qualquer teoria da conspiração e enxergam “heróis” e “vilões” sem tons de cinza, nunca foi tão fácil posar de indivíduo consciente, basta participar de manifestações e, claro, postar várias fotos das esfuziantes caminhadas nas redes sociais. A intenção é boa, mas não há como amadurecer o sonolento pensamento crítico político em poucos anos, faz parte do processo agir de forma apatetada. Vista a bandeira do país pela manhã nas ruas e passe o restante do seu dia somando no coro rancoroso e desafinado dos vigilantes sonâmbulos, esbravejando frases de efeito e piadas de duplo sentido, continue encarando a vida como uma revista em quadrinhos de super-heróis, defenda que não há tempo para o hábito da leitura enquanto acompanha por horas as fofocas divertidas nos seus duzentos grupos de Whatsapp. É exatamente de pessoas como você que o sistema necessita para se manter podre.

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