Resenha: O Inimigo de Deus

Livro: O Inimigo de Deus
Autor(a): Bernard Cornwell
Editora:
 Record
Páginas: 518

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Fascinante!
Acho que me acostumei à densidade e ao ar árido da narrativa de Cornwell, por que achei esse livro fantástico. Desde o começo até a última linha fiquei emocionada e estarrecida diante dos acontecimentos. Claro, são acontecimentos novos para o meu conhecimento da história de Rei Artur e seus cavaleiros, mas foram excepcionalmente narrados nesse volume (devem ter sido igualmente narrados no volume 1, o Rei do Inverno, mas naquele eu ainda não havia me acostumado e estava chocada com as novas versões de personagens e história)

A leitura da saga está me fazendo conhecer personagens até então desconhecidos para mim e me mostrando novas versões dos conhecidos: é uma nova versão de Guinevere, Lancelot, Morgana e até Nimue que fui entender só no final deste livro e lendo a nota do autor que em outros romances ela é chamada de Vivien. Tudo se encaixou, e mesmo assim é uma nova história cheia de muita emoção, realidade, vivacidade e claro: tragédias.

Neste volume há ainda o encanto da lindíssima e tristíssima história de Tristan e Isolda que em minha ignorância eu não sabia ter ocorrido na época de Rei Artur. A história, nesta versão foi lindamente narrada. Como disse Derfel, o narrador (pelo qual acabei simpatizando muito):

“Aquele verão, do modo como agora aprendemos a contar as voltas do sol, aconteceu 495 anos depois do nascimento de Cristo, e foi uma estação bela, cheia de sol. (…) e Dummonia estava em paz. Lembro que também foi um verão de sofrimento absoluto. Porque foi o verão de Tristan e Isolda”

Cornwell me conquistou. Ainda não sei se definitivamente, pois Excabilur me espera, mas neste volume fui totalmente conquistada. Pode não ser a verdadeira história de Artur (e qual será?), mas ele escreveu uma bela versão. Deixo um trecho da nota do autor que acho pertinente:

“Não que eu possa fingir que a trilogia do Senhor das Guerras seja de algum modo uma história precisa daqueles anos; ela nem mesmo é uma tentativa de fazer tal história, é apenas outra variação de uma saga fantástica e complicada que nos veio de uma era bárbara, mas que ainda fascina porque é tão repleta de heroísmo, romance e tragédia”

Perfeito!

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