Resenha: A irmã de Ana Bolena

Livro: A irmã de Ana Bolena
Autor(a): Philippa Gregory
Editora:
 Record
Páginas: 626

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Fascinante!
Uma das mais fascinantes histórias de Corte já conhecidas e narrada por Philippa Gregory de forma fantástica e fascinante. Leitura leve e intrigante que te faz entrar na história e ficar pensando nela por muito tempo depois. É impossível esquecer os personagens extremamente marcantes dessa história de traição, rivalidades, paixão, ódio e busca incessante pelo poder.

Este romance começa contando a história da inocente Maria Bolena, irmã mais nova da famosa Ana bolena. Aos 14 anos Maria, Ana e o irmão George chegam à corte dos Tudors. Nesta época, os aristocratas viviam nos arredores do palácio real, pois ter uma mulher de sua família nas proximidades do Rei era garantia de ascensão social. Logo, a doçura e a beleza de Maria chamam a atenção de Henrique (um soberano da dinastia Tudor conhecido por ser conquistador, teve 6 esposas além das inúmeras amantes que mantinha na corte) e começam a manter um caso. Maria se apaixona de verdade pelo nobre e também pelo papel não oficial de Rainha, afinal era tratada como tal: ganhava presentes caríssimos e tinha a total atenção do Rei. Incentivada pela família estende esse relacionamento por anos, gerando dois filhos, um homem inclusive.

Mas Ana tem uma ambição ainda maior que a de Maria, conformada em apenas ser sua amante e gerar algumas regalias para a família Bolena. Ana quer SER Rainha e não se contentará com menos. Começa aos poucos a conquistar as atenções do Rei, roubando-o da irmã e galgando uma subida ao poder que tem como objetivo final a dissolução do casamento de Henrique com Catarina de Aragão e sua nomeação como Rainha.

A narração de Philippa neste romance é simplesmente magistral! O que torna tudo mais fascinante ainda é que a história é toda contada pela irmã de Ana, Maria, uma personagem muito importante na história e que sempre é deixada de lado. Também neste romance, a autora dá o destaque certo a Catarina de Aragão, da qual sou ultra-fã embora nesta história tenha um final tão triste. Uma Rainha verdadeira, orgulhosa, determinada, a mais admirável pessoa em toda corte Tudor. Não que eu não admire a ambição e determinação de Ana Bolena. Também tenho que admitir que ela tinha uma determinação inabalável para alcançar o que desejava, mas ela foi bastante cruel em sua subida, o que de certo modo me fez respeitá-la um pouco menos.

Leitura recomendadíssima.

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