09.01 – 111° Aniversário de Simone de Beauvoir

No dia em que for possível à mulher amar na totalidade, não na sua fraqueza, não para fugir de si mesma mas para se encontrar, não para se demitir mas para se afirmar, nesse dia o amor tornar-se-á para ela, como para o homem, fonte de vida e não perigo mortal“.

. Simone de Beauvoir in Segundo Sexo.

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Resenha: Alucinadamente Feliz

Livro: Alucinadamente Feliz
Autor(a): Jenny Lawson
Editora:
 Intrínseca
Páginas: 352

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Não sei dizer…
… Mas vou tentar explicar aqui na resenha. Fiquei bem confusa com minhas reações e impressões deste livro! Amei o título, a premissa, as opiniões da quarta capa, tem até Neil Gaiman (amo!) e amei a “séries de avisos desagradáveis” e “nota da autora” bem no início do livro que foi o que me fizeram ir a diante pois tinha certeza que seria uma leitura diferente e instigante sobre um assunto atual e que vem assolando uma grande parte da nossa população e nem sempre é visto com bons olhos, e muitas vezes, inclusive, é ignorado totalmente: os transtornos mentais.

Ela tem sim uma narrativa envolvente, é bastante sincera e abordou um tema terrível de uma forma totalmente inusitada e bastante interessante inclusive. Achei fantástico que ela falou sobre a própria vida e os próprios problemas, deixando claro que os transtornos mentais, mesmo que sendo os mesmos, tem formas diferentes de ocorrer com cada indivíduo e em momento algum ela tentou “ensinar” o que fazer ou como se “curar”. Deixou bem claro, inclusive: “Esse livro não é um manual”. O intuito da autora foi o de ajudar tanto as pessoas que enfrentam os transtornos, como aqueles que estão ao redor de quem vive, familiares e amigos. E nesse sentido o livro é realmente ótimo.

Vi muitos comentários dele dizendo que é auto ajuda, mas eu não vejo dessa forma. Como a autora bem explicou, ele não é um manual e não diz absolutamente o que você tem que fazer para se curar ou ser feliz. O livro é um relato de alguém com a doença (e no caso dela não é só uma) e que está expondo isso para que outras pessoas que também sofrem possam se sentir compreendidas e não tão solitárias. Porque doenças mentais e emocionais, infelizmente, afastam as pessoas do convívio com outras, muitas vezes por incompreensão de ambas as partes. Nesse sentido, o livro vem trazer um consolo, um abraço, um “eu sei como você se sente” que muitas vezes, não vem de lugar nenhum.

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