Resenha: Alucinadamente Feliz

Livro: Alucinadamente Feliz
Autor(a): Jenny Lawson
Editora:
 Intrínseca
Páginas: 352

Nota: 3
(1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Não sei dizer…
… Mas vou tentar explicar aqui na resenha. Fiquei bem confusa com minhas reações e impressões deste livro! Amei o título, a premissa, as opiniões da quarta capa, tem até Neil Gaiman (amo!) e amei a “séries de avisos desagradáveis” e “nota da autora” bem no início do livro que foi o que me fizeram ir a diante pois tinha certeza que seria uma leitura diferente e instigante sobre um assunto atual e que vem assolando uma grande parte da nossa população e nem sempre é visto com bons olhos, e muitas vezes, inclusive, é ignorado totalmente: os transtornos mentais.

Ela tem sim uma narrativa envolvente, é bastante sincera e abordou um tema terrível de uma forma totalmente inusitada e bastante interessante inclusive. Achei fantástico que ela falou sobre a própria vida e os próprios problemas, deixando claro que os transtornos mentais, mesmo que sendo os mesmos, tem formas diferentes de ocorrer com cada indivíduo e em momento algum ela tentou “ensinar” o que fazer ou como se “curar”. Deixou bem claro, inclusive: “Esse livro não é um manual”. O intuito da autora foi o de ajudar tanto as pessoas que enfrentam os transtornos, como aqueles que estão ao redor de quem vive, familiares e amigos. E nesse sentido o livro é realmente ótimo.

Vi muitos comentários dele dizendo que é auto ajuda, mas eu não vejo dessa forma. Como a autora bem explicou, ele não é um manual e não diz absolutamente o que você tem que fazer para se curar ou ser feliz. O livro é um relato de alguém com a doença (e no caso dela não é só uma) e que está expondo isso para que outras pessoas que também sofrem possam se sentir compreendidas e não tão solitárias. Porque doenças mentais e emocionais, infelizmente, afastam as pessoas do convívio com outras, muitas vezes por incompreensão de ambas as partes. Nesse sentido, o livro vem trazer um consolo, um abraço, um “eu sei como você se sente” que muitas vezes, não vem de lugar nenhum.

E afora tudo isso, é uma narrativa bem engraçada, porque a autora achou uma maneira de lidar com as doenças de uma forma totalmente inusitada e que faz bem a ela. Pode não funcionar com todo mundo, é claro, mas faz você refletir sobre a forma como encara as coisas da vida. Foi nesse ponto, um pouco, que acho que a narrativa pegou pra mim. Ela faz umas coisas bem doidas mesmo, como alugar cangurus, tentar produzir camas de água para gatos, ter um guaxinim empalhado que usa pra diversas situações engraçadas e esdrúxulas. Eu confesso que em alguns momentos, a felicidade alucinadora me cansou um pouco e eu pensei, terrivelmente: “vai dormir, pelo amor de Deus”!! Fiquei tentando me colocar no lugar do marido dela, que a meu ver, conseguia lidar bastante bem com as situações, e me vi indo embora em muitos momentos! Mas isso é a nossa falha humana, que por falta de empatia (se colocar no lugar do outro), nos faz não compreender certas necessidades.

Dei as três estrelas por conta disso, porque não foi uma leitura fácil pra mim e confesso que tive vontade de pular várias partes. Mas isso não quer dizer que o livro seja ruim. Os dois últimos capítulos, por exemplo, são fantásticos e me fizeram entender as resenhas e críticas em que as pessoas dizem que se sentiram abraçadas pelo livro. Vale a leitura para aqueles que se sentem incompreendidos, e para os que tem dificuldades em compreender!

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