BIBLIOTECAS IMAGINÁRIAS

  • Uma biblioteca de livros nunca escritos: as “pequenas obras” de Sherlock Holmes, tais como “uma pequena obra de investigação acerca da influencia de uma profissão sobre o formato da mão, com litografias de mãos de telhadores, marinheiros, corticeiros, tipógrafos, tecelões e lapidadores de diamantes”, sua monografia sobre a identificação de rastros, e o célebre Acerca da distinção entre as cinzas de vários tabacos, ilustrado com lâminas coloridas;
  • Uma biblioteca de livros reais lidos por personagens imaginários: Holmes lê os clássicos alemães e, para sustentar uma visão romântica da pequenez do homem no universo remete Watson a Jean Paul. De modo ainda mais surpreendente, Watson responde que já o leu: “Cheguei a ele por intermédio de Carlyle” (o que suscia o comentário de Holmes: “isso foi como seguir o córrego até chegar ao lago que o origina”).

Alberto Manguel in Os Livros e Os Dias

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