Resenha: Ensaio sobre a Cegueira

Livro: Ensaio sobre a Cegueira
Autor(a): José Saramago
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 312

Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei; 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

“Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”.

Acho que é justamente isso. Era o que Saramago queria que enxergássemos. Que somos cegos a partir do momento em que perdemos as esperanças, em que deixamos nossos medos nos dominar, que não amamos os nossos próximos, que não pensamos em nossas atitudes. Esse livro é um soco no estômago, como Clarice uma vez disse sobre a vida! Cru, na carne, animal cheio de instintos.

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. E não é uma cegueira comum, negra como ouvimos falar. É como um mar de leite, branco. É o primeiro caso de uma epidemia que logo se espalha incontrolavelmente. Inicialmente os “infectados” são resguardados em quarentena em um hospício onde se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem de volta ao primitivo.

A leitura te leva a sentir tudo que os personagens sentem. Lembro que me sentia tão suja, tão incomodada e angustiada como os “cegos” no hospício e quando em certa parte do livro as mulheres tomam banho na chuva, lembro de me sentir limpa junto com elas. É incrível o modo de escrever de Saramago. Perfeito.

Um livo sensacional. Recomendadíssimo!

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