As Histórias

As histórias são mesmo uma coisa complicada. De onde os autores as tiram? Ficariam elas simplesmente escondidas dentro deles e com determinados acontecimentos seriam trazidas à tona? Será que os escritores as pegam no ar? Seguiriam o curso de vida de pessoas reais?

O que é verdadeiro, o que é inventado? O que existiu de fato e o que nunca existiu? A imaginação influenciaria a realidade? Ou seria a realidade que influenciaria a imaginação?

[…] Minha teoria é que se podem dividir as pessoas que escrevem romances e nos contam alguma coisa em três grandes grupos. Umas escrevem sempre e apenas sobre si mesmas – e algumas delas pertencem aos grandes da literatura. As outras têm um talento invejável para inventar histórias. Viajam de trem, olham pela janela e, de repente, têm uma ideia. E por fim, existem ainda aquelas que, por assim dizer, são os impressionistas entre os escritores. Seu talento está em descobrir histórias.

Andam de olhos bem abertos pelo mundo e colhem situações, estados de espírito e pequenas cenas como cerejas das árvores. Um gesto, um sorriso, a maneira como alguém joga os cabelos ou amarra os sapatos. Registros de momentos por trás dos quais se escondem histórias. Imagens que se transformam em histórias.

. Nicolas Barreau in O Sorriso das Mulheres .

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