Resenha: Morte Súbita

Livro: Morte Súbita
Autora: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 501
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

Sim, ela é a escritora maravilhosa que criou HP e MUITO MAIS!
Eu tinha muito medo de ler esse livro e me decepcionar descobrindo que J.K. criou o mundo mágico e foi só. Tinha a impressão de que ela seria essa autora de uma obra e que qualquer tentativa fora daquele contexto não daria certo. Talvez por isso eu tenha demorado TANTO pra ler esse livro que me provou que eu estava muito, mas muito enganada.

Morte Súbita começou bem arrastado, confesso. Eu demorei bastante pra me empolgar com a história e os muitos personagens que foram aparecendo me deixavam confusa e com certa preguiça de tentar entender. Mas em alguma esquina ou vírgula a história me encontrou e toda a descrição dos personagens caleidoscópicos que a autora nos apresenta desde o primeiro capítulo faz todo sentido.

Morte Súbita conta muitas histórias dentro de uma história que se for levada em consideração sem olhar os muitos prismas apresentados em suas reentrâncias, pode ser considerada parada e sem muita emoção, mas pra mim, o grande quê da história são justamente as vidas e os problemas familiares que despontam diversas críticas sociais. Eu me vi sinceramente envolvida com vários personagens, em especial Krystal, Terri e Robbi.

A história gira em torno de um vilarejo chamado Pagford, e se inicia com a morte súbita de um membro do Conselho, Barry Fairbrother, que deixa sua cadeira vaga e um vilarejo em polvorosa com a notícia e suas repercussões. O que assistimos J.K. fazer, brilhantemente diga-se de passagem, é nos apresentar um personagem principal ausente que movimenta toda a trama! Aparentemente, é uma história que envolve mistério e disputa de poder pela cadeira no conselho e talvez muitos leitores que esperavam essa trama bem definida e a resolução dessa situação, acabam se decepcionando.

O que temos, e que pra mim é muito mais valoroso, é a vida como ela é. Personagens reais e palpáveis, que reagem às situações conforme suas próprias histórias e bagagens, complexas. O cenário de Morte Súbita é uma cidade pequena, pacata e os acontecimentos não tem como ocorrer de outra forma que não sendo construídos aos poucos pelas situações que vão surgindo e desvendando diversos pequenos conflitos e segredos. Eu adoro narrativas que mostram como as pessoas reagem em situações adversas e Morte Súbita é um prato cheio nesse quesito.

Além disso, em nenhum momento você consegue imaginar onde J.K. quer chegar com todas essas histórias e interações e isso também é maravilhoso e me manteve fascinada com a história. Falar mais que isso pode estragar a experiência literária de quem se aventurar por e este livro e acabar por descobrir que J.K. é ainda mais fantástica do que podíamos imaginar.

“Na sua opinião, o maior erro de noventa e nove por cento das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente. A honestidade era a sua marca, a sua arma, a sua defesa. Quando somos honestos, as pessoas se assustam, ficam chocadas”.

Super recomendo a leitura!

Um comentário em “Resenha: Morte Súbita

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