COLUNA “Entre Aspas”

Jornal Tribuna Liberal de Sumaré pag. 12

Dica de Leitura: Comentários a Respeito de Evelyn – Cah Muniz

Hoje conheceremos melhor a autora Cah Muniz e o seu livro Comentários a Respeito de Evelyn! Cah é autora em 07 antologias publicadas fisicamente entre 2017 e 2018 pelas editoras Empíreo, Futurama, Illuminare e pelos projetos “Sonhos Literários” e “Engenho das Palavras”. É umas das antologistas de Meu (Não Tão) Querido Ex, lançada em 2020. Tem 5 e-books publicados na Amazon, disponíveis para compra: Comentários a Respeito de Evelyn, Corações Sequestrados, SuperStar, Contos (In)Contáveis e A Paciente — primeiro livro da trilogia romântica que continuará em 2021.

Vem comigo conhecer um pouco mais dessa autora:

Como a literatura entrou em sua vida?

CAH MUNIZ: Meu pai era um livreiro viajante! Desde criança me vi cercada de literatura! Leio desde muito jovem e nunca mais parei. Resolvi escrever aos 13 anos, num concurso de poesias. Iniciei com elas, depois escrevi alguns livros (que claro, não deixaram a minha gaveta) e fiquei em um hiato de escrita… Até decidir criar coragem e dividir minhas histórias em 2018.

Como é sua rotina para escrever? Você tem alguma rotina para escrever, alguma disciplina, um horário determinado ou escreve quando surge oportunidade?

CAH MUNIZ: Eu tenho escrito muito. Nesta pandemia intensifiquei o meu ritmo, aproveitando a ausência em eventos e festas. Com isso criei um hábito delicioso e produtivo: amo escrever às 4/5 da manhã. Tenho mais inspiração neste horário e busco adaptar minha rotina para me sentar no notebook todos os dias (possíveis) e dar continuidade nas programações. Porém, quando surge mesmo a inspiração, se eu pudesse sequer sairia do escritório. Escreveria direto, rs.

Quanto tempo demora para concluir um livro?

CAH MUNIZ: Isso depende muito. Mas geralmente o livro inicial — escrito na  inspiração — costumo escrever em 40 dias. Depois entra a fase de revisões e esta demora mais, até dois meses inteiros. Entre escrever e publicar aí pode demorar anos.

As histórias “se escrevem” sozinhas ou você pensa na trama inteira?

CAH MUNIZ: Quando a inspiração chega, geralmente ela me traz uma “cena chave”. A partir desta cena é que desenvolvo todo o livro. Por exemplo: em “Comentários a Respeito de Evelyn” eu escutei inesperadamente a música “Three Times a Lady”, do Commodores. A cena que cito no livro surgiu na hora — sabia que os personagens estariam naquele momento, mas não sabia como eles chegariam até lá. Em romances é assim. Mas para contos, eu costumo “ouvir” a primeira e a última frase. E então escrevo o meio, rs.

De onde vem a inspiração?

CAH MUNIZ: Amo assuntos cotidianos. Sou uma observadora em restaurantes, bares, festas. Adoro ouvir “casos”, histórias de “romances que não deram certo”, “intrigas familiares”. O que outros chamariam de “curtir uma fofoca”, para um escritor, na verdade, é acervo de inspiração. Uma coisa que me ajuda também é ser inconformada com finais de filmes, por exemplo. Se curto a química dos atores em cena, eu guardo isso comigo — e depois costumo escrever uma história para eles. Boa parte dos casais que já divulguei nos meus romances possuem inspiração em atores que trabalharam juntos — e que eu quis oferecer minha própria narrativa.

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