Machado

“E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Animais tristes

“Eu em nada creio, sou um rio. Eu vou e volto, conheço o chão e o céu, compartilho a língua comum a todas as águas. Atravesso o tempo. Morro e renasço. Engulo e regurgito. Sei dos animais tristes que são os homens”.

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .

Ignorá-las

“— Saber certas coisas pode atrapalhar nossa vida. Melhor ignorá-las”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Bastava

“Apesar de esclarecido e de ler bastante, ao menos de tentar ler um pouco mais do que o razoável, do que a média, sentia-se esmagado por um sentimento de frustração inquietante. Era um homem igual a milhares e milhares e morreria assim, não tendo acrescentado à vida, própria e dos outros, uma parcela mínima de bem ou de mal. Nem era caso de se medir em termos de bem ou mal. Ele sofria por não poder contribuir em nada para fazer o mundo um pouco diferente; um pouco só bastava”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Forças

“Estou descobrindo novas forças em mim, forças que provavelmente, sempre estiveram comigo, mas que não conhecia, porque, até então, não tinha necessitado utilizá-las”.

. Isabel Allende in Filha da Fortuna .

Significado

“Nada tem significado algum. Nós é que damos significado às coisas”.

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Resenha: Prazer em Queimar

Livro: Prazer em Queimar
Autor: Ray Bradbury
Editora: @editorabibliotecaazul
Páginas: 413
Nota: 5/5

Não sei se consigo fazer uma resenha a altura desse livro fantástico e que deveria ser lido e conhecido por todos! Prazer em Queimar é uma reunião de 16 contos que deram origem ao clássico e maravilhoso Fahrenheit 451, incluindo “O Bombeiro”, ponta pé inicial sobre uma sociedade que queima livros e persegue quem os tenta proteger.

Os contos trazem temas que perpassam pela pós-morte, a liberdade e a falta dela, a opressão e a repressão, a censura, a arte e a necessidade sempre angustiada de manter a memória. Entre alguns contos curtos, e outros um tanto maiores, você vai sendo socado por frases e trechos que surgem do nada em diálogos extremamente bem elaborados pelo autor e que trazem uma profunda reflexão. É um autor que sabe muito bem utilizar os diálogos para passar mensagens importantes.

Esse livro sensacional trata sobre a intolerância, a ignorância cega e um futuro que não está nem um pouco longe de acontecer. São questões importantíssimas recheadas de referências a livros queridos, autores maravilhosos e muita angústia e dor se você é um apaixonado por livros. É simplesmente doloroso assistir as atitudes de intolerância e não só com livros, mas com todo o tipo de arte e aquilo que nos torna mais humanos.

É difícil destacar os melhores contos, já que todos tem a sua importância e trazem alguma mensagem necessária, mas alguns mexeram mais comigo, como “O lixeiro”, “O sorriso” e o meu favorito “Para o futuro” que faz parte dos 3 contos extras do livro e que me pareceram tratar de uma realidade pós-Fahrenheit 451.

Além desses, os contos “Muito depois da Meia-Noite” e “O Bombeiro”, que são praticamente versões anteriores do livro, trazem a oportunidade de observar o trabalho do autor com o texto e o seu amadurecimento, o que foi uma experiência muito bacana.

Me basta apenas recomendar essa obra fortemente!
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Inocente

“Cada construção ali fora erguida sobre sangue inocente”.

. Micheliny Verunschk in O Som do Rugido da Onça .

Ser feliz

“Difícil como ser feliz”

. Ignácio de Loyola Brandão in Cadeiras Proibidas .

Fantasmas úteis

“Embora ela houvesse trabalhado dezoito anos na casa, eles não sabiam qual era o seu sobrenome. Nunca lhe haviam perguntado de onde vinha, nem se tinha ou não família. Mama Frésia, como os demais criados da casa, pertencia ao nevoento limbo dos fantasmas úteis”.

. Isabel Allende in Filha da Fortuna .