Descobrir

“Uma das coisas novas que as pessoas começaram a descobrir no século anterior foi que pensamentos – somente pensamentos – são tão poderosos quanto baterias elétricas; podem ser tão bons para um indivíduo quanto a luz do sol, ou tão ruins quanto veneno”.

#FrancesHodgsonBurnett in O Jardim Secreto

Estranho

“Só acho estranho que as mulheres procurem novos deveres, quando vemos, infelizmente, que os homens em geral fogem deles”.

#LievTolstoi in Anna Kariênina

Morre

“Ninguém morre por falta de sexo. é por falta de amor que morremos. Não há ninguem que eu possa amar, todas as pessoas que eu podia amar estão mortas ou em outro lugar. Quem sabe onde estão ou quais são seus nomes agora? Poderiam muito bem não estar em lugar nenhum, como eu estou para elas. Também sou pessoa desaparecida”.

#MargaretAtwood in O Conto da Aia

Felicidade

“Desde que comecei a vir no jardim, algumas vezes olhei para cima através das árvores, para o céu, e tive uma sensação estranha de felicidade”.

#FrancesHodgsonBurnett in O Jardim Secreto

Resenha: Livros

Livro: Livros (Coleção: Ilha Deserta)
Autor: Diversos
Editora: @publifolha
Páginas: 192
Nota: 4/5

Se você fosse para uma ilha deserta e pudesse levar 10 livros, quais seriam?

Essa é a premissa desse livro: sete autores escolhem, cada qual, dez livros para levar a uma ilha deserta e explicam os motivos para cada escolha. O livro é pequeno de tamanho e de páginas, mas com um conteúdo maravilhoso e delicioso de ler. Um compilado com 70 pequenas resenhas de livros extraordinários feitas por autores renomados da nossa literatura.

Importante ressaltar que dentre as escolhas foram citados doze livros de literatura nacional, incluindo: Clarice Lispector, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, entre outros. Apesar de não ser um número ideal, sempre fico feliz de ver nossa literatura sendo ressaltada e indicada, pois temos livros e autores sensacionais que merecem a nossa valorização.

Enfim, é um livro que fala de livros e por si só isso bastaria pra ser uma boa leitura, mas ainda tem um adendo super bacana que é conhecer os motivos que levaram os autores a fazer suas escolhas e conhecendo um pouco mais das suas histórias e vivências com estes livros. Destaco um trecho do autor Bernardo Ajzenberg que achei lindíssimo:

“Há quem não consiga escovar os dentes sem antes estourar um cravo ou uma espinha do rosto. Há quem fume seu cigarro, infalivelmente, depois de um cafezinho. Como todo mundo, também acumulo pequenos vícios de tipo semelhante. Mas aqui cabe destacar um outro, de gênero diferente: antes de dormir, mesmo se fiquei horas absorvido por outra leitura, dou sempre uma espiadela na Recherche (Em Busca do Tempo Perdido – Marcel Proust)…, uma página qualquer, por sorteio. Às vezes, duas frases bastam, às vezes, uma. É minha forma de oração”.

Recomendo essa deliciosa leitura!
#blogentreaspas#resenhasliterárias#livrossobrelivros#amoler

Tranquilidade

“Sabe, há menos encanto na vida quando se pensa na morte, mas também há mais tranquilidade”.

#LievTolstoi in Anna Kariênina

Vive

“Vivíamos como de costume. Todo mundo vive, a maior parte do tempo. Qualquer coisa que esteja acontecendo é de costume, por ignorar. Ignorar não é a mesma coisa que ignorância, você tem de se esforçar para fazê-lo”.

#MargaretAtwood in O Conto da Aia

Viver para sempre

“Uma das coisas estranhas de se viver no mundo é que só de vez em quando uma pessoa tem certeza de que vai viver para sempre, e sempre, e sempre. Esse sentimento acontece às vezes, ao se levantar na hora solene do nascer do dia, sair e, sozinha, olhar para o alto e ver o céu pálido se transformando lentamente, e coisas maravilhosas, passageiras e desconhecidas acontecem até que o leste quase a faça chorar e travar o coração diante da estranha majestade imutável do nascer do sol”.

#FrancesHodgsonBurnett in O Jardim Secreto

Era ela!

“Liévin não podia enganar-se. Não havia no mundo olhos iguais àqueles. Só havia no mundo uma criatura cqapaz de concentrar, para ele, toda a luz e todo o sentido da vida. Era ela”.

#LievTolstoi in Anna Kariênina

Arrancos

“Por causa de nossas abas em forma de asas, nosso antolhos, é difícil olhar para o alto, difícil ter uma visão completa do céu ou de qualquer coisa. Mas podemos fazê-lo, um bocadinho de cada vez, um movimento rápido de cabeça, para cima e para baixo, para o lado e de volta. Aprendemos a ver o mundo aos arrancos, em arquejos, como se prendendo a respiração”.

#MargaretAtwood in O Conto da Aia