[2009] Blog Action Day – Mudanças Climáticas

Este ano não estou inspirada o suficiente para escrever sobre o tema. Na verdade, é um tema que me interessa muito e é de infinita importância para o planeta, mas fui pega de surpresa, como vem acontecendo ultimamente. Não me recordava dessa data, senão teria me preparado melhor, tomado um pouco do tempo que ando utilizando com muitas leituras para escrever um texto ou poema decentes. Infelizmente não o fiz. Mas não podia deixar de participar, então encontrei um site interessantíssimo sobre o tema e gostaria de partilhar com vocês:

http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/

O PODER DA AÇÃO HUMANA

Já não há mais dúvidas de que as mudanças climáticas são intensificadas pelas atividades humanas. A emissão de gases não pára de crescer. O Brasil tem desafios bastante peculiares, sobretudo relacionados ao desmatamento e ao gás metano proveniente da ação dos ruminantes (bovinos, búfalos, cabras e ovelhas). O metano tem capacidade de aquecer a atmosfera até 26 vezes mais do que a do carbono.

A interferência humana

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Globais (IPCC, na sigla em inglês) o aquecimento global é inequívoco e há mais de 90% de certeza científica de que as alterações no clima são intensificadas pelas atividades humanas. Para chegar a essa conclusão, o IPCC avaliou 577 trabalhos científicos, descrevendo cerca de 80 mil séries de dados, que mostram modificações significativas como recuo de geleiras, alterações de volumes de água em rios, lagos e oceanos. Assim como mudança no comportamento de peixes, aves, mamíferos e outras espécies animais e espécies vegetais.

Segundo diversos estudos, a temperatura média no planeta subiu cerca de 0,7ºC ao longo do século 20, assim como esse aquecimento vem ocorrendo de maneira mais rápida nos últimos 25 anos. A temperatura subiu em velocidade quatro vezes maior do que a média desde 1850.

É interessante registrar que tanto as causas naturais como àquelas atribuídas às atividades humanas estão contempladas nos modelos usados pelos cientistas para reproduzir, de modo geral, a curva de evolução das temperaturas do século 20. Verificou-se que as forçantes antrópicas são o fator dominante entre os anos 1970-2000. Por outro lado, se as modelagens usassem apenas as causas naturais (solar e vulcânica) o cenário provável seria um resfriamento e não um aquecimento global.

Essas informações são fruto da evolução da ciência do aquecimento global, que cresceu bastante nos últimos 20 anos. Com isso as projeções das mudanças climáticas estão cada vez mais saindo do terreno especulativo. Atualmente, o IPCC trabalha com vários modelos que tentam explicar a evolução do clima do sistema terrestre (seu passado e presente) e, em um cenário em que as simulações para o futuro apresentam maior confiabilidade. Contudo é importante entender que as projeções dos modelos climáticos têm muitas limitações, o que não devem ser impedimento para tomadas de decisões e implementação de medidas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Continuar lendo:

2. O Rastro da Humanidade
3. O Avanço da Ciência

Livro, ferramenta de Inclusão Social

Esse post faz parte da Blogagem ColetivaInclusão Social” proposta por Esther do Esterança:

E como não poderia deixar de ser, acredito que o Livro é uma das principais ferramentas na luta pela inclusão social. Principalmente agora com os audiolivros. Livros são para todos, são de todos. Não há cor, raça, religião. Só há de ser humano para poder desfrutar de seu bem.

Então, para este post escolhi divulgar um projeto e um programa da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e também falar um pouco sobre o Audiolivro:

Projeto Biblioteca Acessível

O projeto “Biblioteca Acessível”, desenvolvido desde janeiro de 2008 pela ONG Acessibilidade Brasil e pela Biblioteca Nacional, tem o intuito de permitir o acesso de portadores de deficiência física e idosos ao acervo de periódicos e livros da BN. Para isso, estão sendo instalados ampliadores de texto, leitores de livro autônomos, impressoras Braille, folheadores, teclados e mouses especiais, além de programas que fazem reconhecimento de voz.

Fonte: Escafandro.org | Mais sobre o projeto: Ministério da Cultura

Programa Biblioteca Nacional Sem Fronteiras

BIBLIOTECA NACIONAL SEM FRONTEIRAS é um programa que visa democratizar o acesso da BIBLIOTECA NACIONAL. É composta por coleções digitais temáticas, refletindo todas as áreas da instituição e, em especial, os tesouros da Biblioteca Nacional.

Fonte: BN Sem Fronteiras | Saiba mais

Audiolivros

O audiolivro é um instrumento valioso de inclusão social, pois permite informação imediata dos mais variados temas históricos e contemporâneos. Além disso, o audiolivro é economicamente viável ao usuário, de fácil acondicionamento e manuseio, sendo capaz de atender a um público heterogêneo de ouvintes.

(Coordenação do Livro Falado / Instituto Benjamim Constant)

Leia mais sobre Audiolivro aqui.

08.12 – 114º Aniversário de Florbela Espanca

Este post faz parte da blogagem coletiva proposta por Flor♥:

Interlúdio com Florbela

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento…
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre… desfa-se…
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida…

Amar-te a vida inteira eu não podia,
A gente esquece sempre o bom de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

. Florbela Espanca .

“Abre Aspas II”

Estou muito feliz de ter sido convidada pela Lunna à participar da Blogagem Coletiva “Abre Aspas II“:

Dia 27 de outubro “Abra Aspas” para a poesia no seu blog…

O objetivo é escolher uma poesia para postar nesta data e falar um pouco de seu autor para deixar a blogosfera mais poética e divulgar o trabalho de novos e brilhantes poetas.

Então, a minha escolha:

Anjo Ca’ido

Nada como beber vinho
numa sacada alta como esta
a beira da vertigem
meu corpo ganha asas
insuport’aveis…

O ‘ultimo cigarro apagou
antes de chegar ao fim
l’a embaixo

Ser’a que vai ser r’apido?

N’ao tem nem vento
a noite esta linda
as estrelas todas
est’ao no mesmo lugar
de sempre…

Vou tentar chegar naquela ali
a que tem menos brilho
quase apagada entre as outras

J’a fazem algumas noites
que tenho reparado nela
acho que n’ao tem nome

– pelo menos daqui
n’ao consigo ver direito.

Quem sabe de perto
as coisas mudem para melhor

Estou pensando em mudar
meu nome tamb’em
para que ningu’em possa me chamar
de volta

depois que as asas quebrarem…

. Marcos Caldo .

Não poderia falar de Marcos Caldo, sem mencionar Roberta, afinal foi ela que me apresentou o blog dele e suas lindíssimas palavras que me encantaram desde o primeiro momento. Continuo, infelizmente, sem poder contar muito dele pois não tive oportunidades de conhecê-lo, mesmo que seja apenas um pouco para formar sua breve biografia. Ainda assim, sei que é de tudo um pouco em relação à arte: pintor, músico, ator, poeta. Em seu espaço, sobre si, só palavras em forma de poesias. É muito e diz muito para quem sabe ler e para aqueles que, assim como eu, adoram esse mundo fantástico da poesia. Então, deixo aqui o convite para lê-lo e conhecê-lo através de suas lindas palavras.

[2008] Blog Action Day – Pobreza

Ano passado eu perdi a data de postagem do Blog Action Day, mas prometi a mim mesma que este ano não iria esquecer. Cá estou, em frente ao computador pensando em que escrever sobre pobreza, tema deste ano. Quis muito escrever algum poema de fundo moral bem bonito, ou uma prosa que levasse as pessoas a pensar e quem sabe angariar alguns comentários elogiosos. Mas a única coisa que me veio a mente neste momento é que sou individualista, umbiguista, pessimista, melodramática e mesquinha.

Sim, tudo isso sim. Por ainda achar que falta de um pouco de dinheiro pra pagar aquela conta de roupas que fiz na loja é o fim do mundo. Por ficar desanimada com o que tem no armário pra comer num final de tarde. Por ficar emburrada pela falta de sol no final de semana ou feriado. Por achar que sofro demais num serviço que paga tudo que mais gosto. Por reclamar que tenho que lavar a louça ou arrumar a casa. Por achar que me falta tanta coisa, quando saio do mercado com o carrinho cheio de tudo que mais gosto e mais preciso para sobreviver. Mais do que isso: de tudo que preciso para VIVER bem.

Eu não sei o que é sobreviver. Eu não sei o que é passar tanta fome a ponto do estomago doer e dar vontade de chorar. Eu não sei o que é ouvir um filho pedir comida e dizer pra ele dormir que passa. Eu não sei o que é ter papelão sobre a cabeça em dias de chuvas torrenciais. Não sei o que é lutar por um pedaço de pão com uma pomba na rua. Não sei o que é ser obrigada a andar descalça e pedir esmolas. Não, eu não sei o que é nada disso e ainda assim acho que tudo que eu passo é muito, tudo que eu sofro é demais. Eu não sei de absolutamente nada.

E eu me pergunto o que faço para mudar essa situação? Escrevo? Sim, mas para curar minhas feridas e não as dos outros. Tiro algumas moedas do bolso e deixo em uma mão estendida qualquer? Mão esta que não tem nem rosto pra mim? Não ergo os olhos para ver. Ver dói, ver fere, ver envergonha. Rezo? Nem mesmo isso. Não o faço nem por mim (acho mesmo que precisava) quanto mais pelos outros. Por isso é que repito: individualista, umbiguista, mesquinha, melodramática e pessimista SIM.

Minha culpa. Se andam faltando sorrisos, esperanças, alegrias, purezas, sentimentos no mundo, a culpa é minha também. É muito minha por sequer abrir mão de um único sorriso, de uma única palavra, de um único olhar em direção dos que mais precisam. E não me orgulho.

Da morte de tudo, sofro por tão pouco
Fecho os olhos para não chorar
Estou tão sóbria

Lyani } 03/06/2000

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