Triplo preconceito

“A mulher negra é agredida nos anos jovens por todas essas forças comuns da natureza ao mesmo tempo em que fica presa no fogo cruzado triplo do preconceito masculino, do ódio branco ilógico e da falta de poder Negro”.

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Verdade

“Pois a verdade (por mais que ela ignorasse) é que seres humanos são incapazes de bondade, ou fé, ou caridade, para além do que se presta a aumentar o prazer do momento”.

. Virgínia Woolf in Mrs. Dalloway .

Medo

“Eles não nos odeiam de verdade. Eles não nos conhecem. Como podem nos odiar? O que eles tem é medo”.

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Gênio

“Eu não sentiria falta da Sra. Flowers, pois ela me deu sua palavra secreta que conjurava um gênio que me serviria por toda a vida: livros”.

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Poetas Negros

“Ah, poetas Negros conhecidos e desconhecidos, com que frequência suas dores loteadas nos seguraram? Quem vai computar as noites solitárias amenizadas por suas canções, ou as panelas vazias ressignificadas pelas suas histórias?”.

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Lágrimas e Sangue

“Nós seguimos por uma estrada que com lágrimas
foi regada

Nós viemos, abrindo caminho
Em meio ao sangue dos massacrados”.

Trecho da da música de James Weldon Johnson,
“Lift Ev’ry Voice and Sing”

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Presunção

“Nós éramos empregadas e fazendeiros, quebra-galhos e lavadeiras, e qualquer coisa maior que aspirássemos ser era uma farsa e presunção”.

. Maya Angelou in Eu Sei Por Que o Pássaro Canta na Gaiola .

Labirinto Infinito

Uma história não tem princípio nem fim, só portas de entrada.
Uma história é um labirinto infinito de palavras, imagens e espíritos em conluio para nos revelar a verdade invisível sobre nós mesmos. Uma história é, em definitivo, uma conversa entre quem narra e quem escuta, e um narrador só pode contar até onde vai a sua perícia, e um leitor só pode ler até onde está escrito em sua alma.
Essa é a regra fundamental que sustenta qualquer artifício de papel e tinta, porque, quando as luzes se apagam, a música se cala e as poltronas da plateia ficam vazias, a única coisa que importa é a miragem que ficou gravada no teatro da imaginação que todo leitor tem em sua mente. Isso e a esperança que todo contador de histórias carrega dentro de si: de que o leitor tem aberto o coração para alguma de suas criaturas de papel, emprestado a ela algo de si para torná-la imortal, nem que tenha sido por alguns minutos.
E dito isso, provavelmente com mais solenidade do que a ocasião merece, convém aterrissar o pé na página e pedir ao amigo leitor que nos acompanhe na conclusão dessa história e nos ajude a encontrar o que é mais difícil para um pobre narrador preso em seu próprio labirinto: a porta de saída.

Prelúdio de O Labirinto dos Espíritos
(O Cemitério dos Livros Esquecidos, volume IV) de Júlian Carax.
Éditions de la Lumière, Paris, 1992.
Edição a cargo de Émile de Rosiers Castellaine.

Refúgio

“Mas tenho que admitir que os livros são minha fraqueza e o meu refúgio do mundo”.

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

Filhos

“Não dá pra ter filhos num mundo assim. Não dá pra perpetuar o sofrimento, multiplicar essa raça de feras devassas, desprovidas de emoções duradouras, reféns do capricho e da vaidade que as compõe e as conduzem ora para um lado, ora para o outro”.

. Virgínia Woolf in Mrs. Dalloway .