Os Livros e os Dias

Roubartilhei daqui:

Os livros e os dias: um ano de leituras prazerosas de Alberto Manguel!

Nesta obra, o escritor Argentino, narra em formato de diário pessoal uma experiência ímpar de reler um grande romance por mês, durante um ano. Podemos assim dizer, um ano literário, em que ele registra comentários e reimpressões sobre grandes clássicos. Por se tratar de um diário, ao reler as obras de grandes escritores o autor as relaciona à vida cotiana, permitindo ao leitor um olhar sob novas perspectivas de temas atuais e importantes. Manguel é capaz de construir, através de suas observações e imaginação, paralelos entre as histórias de cada mês, fazendo com que cada livro encaminhe a outro, que os escritores dialoguem entre si, e cada personagem da literatura habite o mundo real. “Os livros e os dias” remete o leitor há séculos passados ajudando-o a clarear o dia a dia em um mundo conturbado e repleto de indagações. A leitura permite a reflexão profunda sobre o mundo contemporâneo, caótico e intrigante. Bem vindo a 2019, o novo ano literário!
Não deixe de ler!
Ler é maravilhoso!

#MárioIndica
@bibliotecamariodeandrade

Quase como respirar

Em cada caso é o leitor que confere a um objeto, lugar ou acontecimento uma certa legibilidade possível, ou que a reconhece neles; é o leitor que deve atribuir significado a um sistema de signos e depois decifra-lo. Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial”.

. Alberto Manguel in Uma História da Leitura .

23.04 [13] – Dia Internacional do Livro

O que torna toda biblioteca um reflexo de seu proprietário não é apenas a seleção de títulos, mas a trama de associações implícita na seleção. Nossa experiência elabora outras experiências, nossa memória elabora outras memórias. Nossos livros dependem de outros livros, que os modificam e enriquecem, que lhes dão uma cronologia ao arrepio dos dicionários de literatura”.

. Alberto Manguelin A Biblioteca à Noite .

Expedientes Dolorosos

Para enfrentar o volume crescente de livros (e nem sempre pensando em sua qualidade), os leitores recorreram a todo tipo de expedientes dolorosos: amputar seus tesouros, formar fileiras duplas, excluir assuntos inteiros, presentear as brochuras, mudar de endereço e deixar a casa para os livros. Às vezes, nenhuma dessas opções parece suportável”.

. Alberto Manguel in A Biblioteca à Noite .

Ai, não quero nem pensar nisso!!!! O.o

Por enquanto ainda tem espaço… mas acho que de todas as opções, se eu tivesse essa escolha, eu mudaria de endereço pra deixar a casa para os livros!!! ;P

23.04 [11] – Dia Internacional do Livro

Os livros podem não alterar nosso sofrimento, os livros podem não nos proteger do mal, os livros podem não nos dizer o que é bom e o que é belo, e certamente não terão como nos livrar do destino comum ─ a tumba. Mas os livros nos abrem miríades de possibilidades: de mudança, de iluminação. Pode bem ser que nenhum livro, por mais bem escrito que seja, consiga remover um grama de dor da tragédia do Iraque ou de Ruanda, mas pode bem ser que não haja livro, por mais mal escrito que seja, que não contenha alguma epifania para algum leitor”.

. Alberto Manguel in A Biblioteca à Noite .

12.03 [11] – Dia do Bibliotecário

Bibliotecas são entidades em crescimento constante, parecem multiplicar-se por si sós, reproduzem-se por aquisição, furto, empréstimo, doação, por locunas associativas ou pelos mais variados esforços de completude. Seja em Alexandria, Bagdá ou Roma, essa massa de palavras em expansão acaba por exigir sistemas de classificação que lhe abram espaço para crescimento, fronteiras móveis que as salvem das limitações do alfabeto ou da inutilidade sob o peso excessivo dos itens numa mesma categoria”.

. Alberto Manguel in A Biblioteca à Noite .

Biblioteca por Manguel

Toda biblioteca é, necessariamente, uma criação incompleta, uma obra em curso ─ toda estante vazia é um anúncio de livros por vir”

. Alberto Manguel in A Biblioteca à Noite .