Resenha: O Fim de Semana


Livro:
 O Fim de Semana
Autor(a): Bernard Schlink
Editora:
 Record
Páginas: 256

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Fiquei um pouco decepcionada, porque conheci Bernhard Schlink através do lindíssimo “O Leitor” e fui fisgada por sua narrativa apaixonante e clara. A partir deste livro, decidi que leria todos os demais e fui me apaixonando em cada uma das seguintes leituras. Talvez porque eu já criara uma expectavia muito alta, eu não tenha gostado tanto assim da história de “O fim de Semana”. Achei que ficou faltando aquela conotação profunda e envolvente que encontrei nas demais. Neste, nada me cativou completamente.

A história gira em torno de um reencontro entre amigos num final de semana após um deles ter estado preso por 23 anos. Além de debater as idéias políticas e sua atualidade, a história aborda as neuroses, paixões e medos de suas personagens. O tema me fez acreditar que haveria maior dramaticidade nos diálogos que se mostraram simples e pouco elaborados e das personagens, apenas Ilse me chamou atenção.

Não que seja um mal livro e que não mereça um olhar mais experiente, apenas não atendeu às minhas expectativas já criadas pelas ótimas leituras anteriores que fiz deste mesmo autor.

Uma pergunta bastante idiota

─ Por que você ficou com o papai?
─ Que pergunta. – Ela sacudiu a cabeça. ─ Por um tempo você até é capaz de escolher. Se quer fazer isto ou aquilo, viver com esta ou com aquela pessoa. Mas um dia a atividade e a pessoa escolhida se tornam sua vida, e por que você fica com sua vida é uma pergunta bastante idiota”.

. Bernhard Schlink in A menina com a lagartixa .

Não faz sentido…

Primeiro quis escrever nossa história para livrar-me dela. Mas para esse objetivo as lembranças não vieram. Então notei como a nossa história estava escapando de mim e quis recolhê-la de novo por meio do trabalho de escrever, mas isso também não destravou as memórias. Há alguns anos deixo nossa história em paz. Fiz as pases com ela. E ela retornou, detalhe após detalhe, de uma maneira redonda, fechada e direcionada que já não me deixa  triste. Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido”.

. Bernhard Schlink in O Leitor .