Fácil

“Nada que vale a pena nessa vida é fácil”.

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

Calma bendita

“[…] Na noite em que meu filho Júlian nasceu e o vi pela primeira vez nos braços da mãe, entregue a calma bendita daqueles que ainda não sabem direito a que tipo de lugar vieram…”

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

Resenha: O Labirinto dos Espíritos

Livro: O Labirinto dos Espíritos
Autora: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma das Letras
Páginas: 680
Nota: 5
(1.Não gostei 2.Gostei pouco; 3.Gostei;
 4.Gostei bastante; 5.Adorei)

“Uma história não tem princípio nem fim, só portas de entrada”.

Eu já começo essa resenha dizendo que jamais escreverei à altura do que esse livro realmente representa. Voltar a ler sobre personagens queridos como Daniel Sampère e Fermín foi simplesmente maravilhoso e ainda mais dentro dessa trama sensacional que culmina a quadrilogia espetacular de amor aos livros iniciada pelo lindíssimo A Sombra do Vento.

Não dá nem pra pensar em como explicar as tantas reviravoltas mesclando presente e passado, personagens antigos e queridos com novos personagens fantásticos e percorrendo caminhos tortuosos até finalmente juntar todas as pontas soltas e fechar a história com maestria. Certo, como já viram, é uma resenha passional. Não consigo ser imparcial quando escrevo sobre essa história porque Zafón me conquistou irremediávelmente.

Confesso que como li os três primeiros livros em seus lançamentos e portanto há bastante tempo, muitos detalhes me escaparam, mas não impediram a minha experiência de leitura pois como bem explicado no início desse livro e na frase que escolhi pra iniciar essa resenha: uma história tem muitas portas de entrada e é possível ler os livros de Zafón separadamente ou fora de ordem pois cada um é uma história em si mesmo.

Neste livro conhecemos a personagem Alícia, que diga-se de passagem entrou pro hall de personagens favoritas da vida. Ela nasceu em Madri e teve a vida salva por Fermín durante a guerra que assolou Barcelona, mas acabam se perdendo de vista e seguem rumos separados. Alicia se torna uma investigadora talentosíssima e sombria e é a ela que a polícia recorre para descobrir sobre o desaparecimento misterioso do ilustre Ministro Maurício Valls. A partir daí somos arrastados, entre idas e vindas ao passado, a uma trama maravilhosa que aos poucos vai unindo os destinos dos nossos personagens queridos e revelando segredos que nunca imaginávamos.

A narrativa especial de Zafón traz o melhor e o pior de seus personagens a tona, nos mostrando a realidade nua e crua da natureza humana. Tudo isso permeado por cenários que vão de lugares sombrios e escabrosos a encantados e belos, além é claro do fato de o leitor estar o tempo todo cercado por citações, personagens e livros, fechando com chave de ouro o encantamento dessa obra. Estou completamente emocionada e envolvida com a história desse livro que recomendo a todos!

Belíssima experiência literária!

Recordações

“As recordações que enterramos no silêncio são as que nunca deixam de nos perseguir”.

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

Vírus

“Um ano é muito para os tempos atuais. Nos dias de hoje as pessoas esquecem rápido. É como um vírus, mas ajuda a sobreviver”.

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

Destino

“A maioria dos mortais nunca chega a conhecer o seu verdadeiro destino; simplesmente somos atropelados por ele. Quando levantamos a cabeça e o vemos se afastar pela estrada já é tarde e temos que trilhar o resto do caminho pela valeta daquilo que os sonhadores chamam de maturidade. A esperança é apenas a crença de que esse momento ainda não chegou, de que conseguiremos ver o nosso verdadeiro destino quando ele se apresentar e poderemos pular a bordo antes que a oportunidade de ser nós mesmos se desvaneça para sempre e nos condene a viver no vazio, com saudades do que devia ter sido e nunca foi”.

. Carlos Ruiz Zafón in Labirinto dos Espíritos .

Biblioteca Nacional

“Expomos paciência, senhoria, e, em certas ocasiões, assombro ante à ousadia da ignorância. Isso aqui é a Biblioteca Nacional”.

. Carlos Ruiz Zafón in O Labirinto dos Espíritos .

07.01 [20] – Dia do Leitor

“Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos sob suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece”.

. Carlos Ruiz Zafón .

Resenha: A Sombra do Vento

Livro: A Sombra do Vento
Autor(a): Carlos Ruiz Zafón
Editora:
 Suma de Letras
Páginas: 399

Nota: 5
(1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Carlos Ruiz Zafón me conquistou nas primeiras páginas desse romance. Usou uma química básica pra conseguir isso: livros + romance + mistério + citações lindíssimas. Não consegui resistir. E a partir do momento que me apaixonei, devorei o livro em poucos dias. Não dá nem mesmo pra classificar o gênero desse livro: uma mistura ótima entre romance-terror-aventura que te prende de forma embriagante.

Tudo começa em 1945 na maravilhosa Barcelona. Daniel Sempère está completando 11 anos e ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: leva-o para conhecer O Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta no coração do centro histórico da cidade. O intuito do lugar é guardar em seus muitos labirintos de estantes, as obras abandonadas e esquecidas pelo mundo.

Lá, Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento do autor Julián Carax e o livro desperta tanto fascínio no jovem que ele inicia uma busca obcecada pelos demais livros deste autor desconhecido. E é então que ele descobre que alguém vem queimando todos os exemplares que esse autor já escreveu e que o exemplar que mantém consigo talvez seja o último existente e que pode trazer um destino terrível a ele e aqueles que ele ama.

Em sua busca, que no início aparentava ser bem inocente, Daniel acaba descobrindo outros muitos segredos sombrios e mistérios terríveis de Barcelona e te faz mergulhar junto nesse suspense e busca incessante pela verdade atrás do inocente exemplar de A sombra do Vento que carrega consigo.

Ciência Moderna

Que tipo de ciência é essa, capaz de colocar um homem na lua, mas incapaz de colocar um pedaço de pão na mesa de cada ser humano?” 

. Carlos Ruiz Zafón in Marina .