Resenha: Tartarugas até lá embaixo!

Livro: Tartarugas até lá embaixo.
Autor(a): John Green
Editora:
Intrínseca
Páginas: 266

Nota: 4
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Um pouco triste, um TUDO de vida real.
Terminei esse livro extremamente emocionada. Sei que John Green é visto por muitos como escritor de historinhas de adolescente e, no fim, é mesmo isso que ele é, mas eu não vejo isso como negativo. Eu também tenho um pouco de preguiça de alguns romances adolescentes muito bobinhos, mas definitivamente não é o que acontece com John Green. Ele sempre traz algum assunto bem profundo junto com a adolescência e nos envolve de alguma forma, nos fazendo refletir muito sobre as dores e problemas do outro. John Green escreve sobre empatia. E precisamos MUITO disso hoje em dia.

Neste livro, o assunto é transtorno de ansiedade e TOC. É uma enorme angústia mergulhar junto com Aza Holmes, nossa protagonista, em suas espirais de pensamentos que vão ficando cada vez mais fortes e acabam levando-a a acreditar em certas coisas num grau muito elevado, excluindo-a do convívio com as pessoas, afastando-a dos mais queridos e deixando-a completamente atordoada em situações que para qualquer outra pessoa seriam coisas simples, que sequer chegariam a pensar sobre. E, se você já passou por algum tipo de dor emocional, mesmo que em graus mais amenos, vai ser impossível não se reconhecer em algumas dessas situações.

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23.04 [14] – Dia Internacional do Livro

E aí tem livros, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus, que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição”.

. John Green in A Culpa é das Estrelas .

Todos os livros

bookssss

Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça”.

. John Green in O Teorema Katherine .

Às vezes, um livro

Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam”.

. John Green in A Culpa é das Estrelas .

Energia

Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e portanto, não pode falhar”.

. John Green in Quem é você, Alasca? .

Matemática

Eu me tornei – e sei que isso é estranho – meio fã de matemática. Infelizmente, ainda sou uma negação na matéria. Sou fã de matemática da mesma forma que o meu “eu” de 9 anos era fã de skate. Falo muito disso, penso muito nisso, mas não consigo colocar isso em prática“.

. John Green in O Teorema Katherine .

Resenha: A Culpa é das Estrelas


Livro:
A Culpa é das Estrelas
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 286

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Se o próprio Markus Zusak, autor que sou super fã diz que “você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais”, não há porquê discordar. E eu definitivamente não discordo. E ainda digo mais… Quando Clarice Lispector escreveu uma de suas frases que mais gosto “A vida é um soco no estômago” foi porquê John Green ainda não havia escrito A culpa é das Estrelas e portanto ela não teve a oportunidade de lê-lo, senão (embora eu não possa apostar) ela teria dito que este livro sim, é um soco no estômago. E dói. Dói de verdade. Mas…

Esse é o problema da dor – o Augustus disse, e aí olhou pra mim. ─ Ela precisa ser sentida”.

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