Melhor e pior maneira…

Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar”

. José Saramago in O Conto da Ilha Desconhecida .

25.07 [09] – Dia Nacional do Escritor

Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não”

. José Saramago .

p.s.: desculpem a falha, estou no Rio em um treinamento e tinha me esquecido de atualizar este post ;P

José Saramago, 85, estréia no mundo dos blogs

Por Adriana Salles Gomes

José Saramago lançou hoje (15/09) seu blog, “O Caderno de Saramago”, começando com uma espécie de carta de amor a Lisboa. Disseram-me que quem leu Saramago não consegue imaginá-lo blogueiro. Eu acho o contrário: aquele fluxo de pensamento ininterrupto dele tem tudo a ver com blog. Seja como for, a notícia é boa: é o texto tentando recuperar na internet o espaço que vem perdendo no mundo. Tudo bem, outros escritores têm blog (faz pouco tempo citaram o do Nick Hornby aqui). Mas quando um Nobel de Literatura de 85 anos adere…Vejam um trecho do post saramaguês de hoje:

“…Se o cinema já existisse então, se os velhos cronistas fossem operadores de câmara, se as mil e uma mudanças por que Lisboa passou ao longo dos séculos tivessem sido registradas, poderíamos ver essa Lisboa de oito séculos crescer e mover-se como um ser vivo, como aquelas flores que a televisão nos mostra, abrindo-se em poucos segundos, desde o botão ainda fechado ao esplendor final das formas e das cores. Creio que amaria a essa Lisboa por cima de todas as cousas.”

Fonte: Updaters

Também

Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .

Cegos

Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem. Cegos que, vendo, não vêem”

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .

Alegria e Tristeza

A alegria e a tristeza podem andar unidas, não são como a água e o azeite”

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .

Uma coisa que não tem nome

Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”

. José Saramago in Ensaio Sobre a Cegueira .

Palavras & Livros

Agora não há outra música senão a das palavras, e essas, sobretudo as que estão nos livros, são discretas, ainda que a curiosidade trouxesse a escutar à porta alguém do prédio, não ouviria mais do que um murmúrio solitário, este longo fio de som que poderá infinitamente prolongar-se, porque os livros do mundo, todos juntos, são como dizem que é o universo, infinitos”

. José Saramago in Ensaio Sobre a Cegueira .

O medo

O medo cega, disse {…}
São palavras certas, já erámos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos”

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .

Atos e Consequências

Se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar”

. José Saramago in Ensaio sobre a Cegueira .