Resenha: A Garota das Laranjas

Livro: A Garota das Laranjas.
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
Companhia das Letras
Páginas: 132

Nota: 5
(1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Cartas, cartas…
Acho que Jostein Gaarder era um apaixonado por cartas! A maioria dos livros que li dele, os personagens usam de cartas para se comunicar e acho isso apaixonante. Não sou muito fã de livros escritos em primeira pessoa, ou pelo menos não era. Acho que ultimamente li alguns desses e tenho gostado bastante. A gente muda, não é mesmo? Mas as cartas de Gaarder sempre me cativaram e nesse livro não foi diferente.

Nesta história, um pai que já se foi há onze anos, volta a se comunicar com seu filho, hoje com 15 anos, através de uma carta que deixou escondida no seu carrinho de bebê. Através dessa carta, o pai compartilha com o filho uma história muito bonita sobre A Garota das Laranjas e você se vê envolvido e desesperado pra descobrir porque ela carregava um saco de papel cheio de laranjas, porque eles se encontravam raramente e furtivamente e porque quando se conversam de verdade, ela pede pra que ele a aguarde por 6 meses.

Todos esses acontecimentos envoltos da magia dos pensamentos reflexivos e indagativos que toda obra de Jostein Gaarder tem. A Filosofia está ali entre as linhas, entre as palavras, e entre os seus próprios pensamentos que acompanhando a narrativa também começam a flutuar até o mundo das ideias!! Recomendo, como todo livro de Gaarder. Uma leitura super rápida e fluida e que marca o coração e faz pensar.

Acabamos nos acostumando…

Subito me senti infinitamente triste por todos nós, seres humanos, que acabamos nos acostumando com uma coisa tão incrível, tão imperscrutável como a vida. Um belo dia acabamos achando evidente o fato de existirmos… E então… Bem, só então voltamos a pensar que um dia teremos de deixar esse mundo!“.

. Jostein Gaarder in O Dia do Curinga .

Resenha: O Dia do Curinga

Livro: O Dia do Curinga
Autor(a):
Jostein Gaarder
Editora:
 Record
Páginas: 382

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Ótimo!
Ótima leitura, cheia daquilo que Gaarder sabe fazer muito bem: unir mistério, filosofia, questionamentos desconcertantes e uma narrativa cativante.

A história é sobre uma viagem do sul da Noruega à Grecia, passando pelos Alpes Suíços, feita por um rapaz e seu pai “filósofo” em busca da mulher que os tinha abandonado oito anos atrás.

O que achei fascinante foi a divisão do livro. Gaarder constrói a história com as cartas de um baralho, com cada capítulo correspondendo a um número e um naipe. Além disso, neste livro a “filosofia” embutida é bem rasa e não cansa. Ao contrário disso são os questionamentos levantados ao longo da história que fazem refletir, o que é o ponto importante e forte do livro.

Legal também foi ler na orelha do livro que Gaarder conta que ao terminar o livro, viu seu próprio personagem (o garoto) recém-chegado de sua incrível aventura, procurar em vão nas livrarias da cidade uma história da filosofia adequada a alguém de sua idade. Desapontado com a procura frustrada do garoto, Gaarder voltou para casa disposto a preencher essa lacuna. E é assim que nasce “O mundo de Sofia”.

Leitura recomendada!

Resenha: O Castelo do Príncipe Sapo

Livro: O Castelo do Príncipe Sapo
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
 Companhia das Letrinhas
Páginas: 128

Nota: 2
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

DESAFIO LITERÁRIO 2011 – Tema: Infanto Juvenil / Mês: Janeiro (Livro 4)
Confesso que de todos que li do Gaarder, este foi o que menos gostei. Não sei explicar exatamente o que não me agradou, mas não foi uma leitura super agradável como geralmente os livros de Gaarder são. Talvez tenha sido o fato do livro ser cheio de metáforas ou talvez a mistura de realidade com sonho que me deixou um pouco embaralhada na história, não sei realmente precisar.

A história é protagonizada por um menino de 7 anos que acaba de perder o avô e apesar de chamar-se Gregório da Silva, gosta de se apresentar como Gregório Pregório. Numa certa noite ele estava andando à luz do luar quando conhece o duende Umpim e com ele vive uma incrível aventura num castelo onde guardas são Salamandras, a Rainha não usa a parte de cima da roupa, um Lorde Camareiro lê pensamentos e todos adoram comer panquecas com geléia de morango.

Quase na metade da leitura comecei a entender que o garotinho Gregório sofreu tanto com a perda do avô, do qual fala durante toda sua incrível aventura, que precisava se desligar do “mundo real” e mergulhar no “faz-de-conta”. O que é incrível nos livros de Gaarder é que tem sempre algo a refletir em sua escrita. Duas passagens me chamaram muito a atenção neste livro. Primeiro a passagem do Rei falando sobre o tempo com Gregório:

“O tempo cura todas as feridas, mas abre outras…”
“Quer dizer que o tempo é ao mesmo tempo bom e ruim?”
“Sim, as duas coisas”

E também quando Umpim, o duende, ensina Gregório a enfrentar seus medos:

“Quem foge de um sonho mau acaba sempre voltando a esse mesmo sonho. Por isso devemos tratá-lo exatamente como se trata um lobo que a gente encontra na floresta. […] Se você encontrar um lobo, não deve sair correndo, pois ele vai correr atrás de você. Você deve ficar firme no lugar e olhar bem fixamente nos olhos do lobo…”.

Apesar destas duas ótimas passagens, no todo não consegui dar muitas estrelas para esta obra. Achei as demais obras de Gaarder mais interessantes!

Resenha: Através do Espelho


Livro:
 Através do Espelho
Autor(a): Jostein Gaarder
Editora:
 Companhia das Letras
Páginas: 141

Nota: 3
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

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Leitura rápida e típica de Gaarder: filosofia, mistérios e um bom drama. Este livro conta a história triste de Cecília Skotbu, uma encantadora menina que não viverá muito tempo. A cada dia ela fica mais fraca e já logo no início do livro está de cama, sem conseguir levantar-se nem mesmo para o almoço de Natal. Embora seu corpo esteja debilitado, sua mente é muito ágil e ela fica sempre muito atenta a todos os ruidos da casa e de seus familiares. Anota em seu caderninho, presente do médico que cuida dela, tudo que está acontecendo a sua volta nestes ultimos momentos de vida que lhe restam. Um belo dia, ela recebe a visita do anjo Ariel e com ele compartilha seus sentimentos e emoções, enquanto recebe de volta muitos conhecimentos sobre os mistérios dos céus, do universo e da vida. É uma bela história, com trechos das conversas entre Ariel e Cecília muito emocionantes e que nos faz refletir, como todo livro de Gaarder. Não é um dos que mais gostei dele, mas é uma leitura recomendada!

Planeta Vivo

Somos um planeta vivo, Sofia! Somos um grande barco navegando ao redor de um sol incandescente no universo. Mas cada um de nós é um barco em si mesmo, um barco carregado de genes navegando pela vida. Se conseguirmos levar esta carga ao porto mais próximo, nossa vida não terá sido em vão”

. Jostein Gaarder in O Mundo de Sofia .

Companhia

Mas eu também me sinto muito bem na minha própria companhia ─ e na de todos os meus livros. Alguém disse uma vez: ‘Um bom livro é o melhor amigo’. Outra pessoa expressou isso de forma semelhante: ‘Quem escolhe bem os seus livros estará sempre na melhor das companhias. Neles nos encontramos com os caracteres mais ricos de espírito, mais sábios e mais nobres, que constituem o orgulho e a glória da humanidade'”. 

. Jostein Gaarder e Klaus Hagerup in A Biblioteca Mágica de Bibbi Boken .