Se ao menos…

Se ao menos pudesse voltar a ser tão distraída, a sentir tanto amor sem saber”. 

. Markus Zusak in A Menina que Roubava Livros .

Resenha: A Menina que Roubava Livros


Livro:
A Menina que Roubava Livros
Autor(a): Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 480

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

 

Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento”.

A quarta capa do livro diz que “quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. E deve mesmo. Esse livro quase desbancou o meu favorito “O morro dos ventos uivantes”. Ficou ali em segundo por um décimo! É perfeito, suave e trágico ao mesmo tempo!

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Uma definição

Uma definição não encontrada no dicionário: ‘Não ir embora’: Ato de confiança e amor, comumente decifrado pelas crianças”. 

. Markus Zusak in A Menina que Roubava Livros .

Quando?

Quando os livros e as palavras haviam começado a significar não apenas alguma coisa, mas tudo?”.

. Markus Zusak in A Menina que Roubava Livros .

Devagar

Enquanto ela se vai, eu ainda sinto seus lábios na minha pele. O sabor deles.
Fico ali só olhando, até ela dobrar a esquina no final da rua. Um pouquinho antes de ela dobrar, ela sabe que fiquei lá parado e se vira para acenar. Levanto a mão para responder, e então ela se vai.
Devagar.
Às vezes dolorosamente.
A Audrey me mata.

Ed Kennedy, personagem de
Markus Zusak in Eu sou O Mensageiro

12.03 [09] – Dia do Bibliotecário

A sala foi encolhendo sem parar, até que a menina que roubava livros pôde tocar nas estantes, a poucos passinhos de distância. Correu o dorso da mão pela primeira prateleira, ouvindo o arrastar de suas unhas deslizar pela espinha dorsal de cada livro. Soava como um instrumento, ou como as notas de pés em correria. Ela usou as duas mãos. Passou-as correndo. Uma estante encostada em outra. E riu. Sua voz se espalhava, aguçada na garganta, e quando ela enfim parou e ficou postada no meio do cômodo, passou vários minutos olhando das estantes para os dedos, e de novo para as prateleiras.
Em quanto livros tinha tocado?
Quantos havia sentido?
Andou até o começo e fez tudo de novo, dessa vez muito mais devagar, com a mão virada para frente, deixando a palma sentir o pequeno obstáculo de cada livro. Parecia magia, parecia beleza, enquanto as linhas vivas de luz brilhavam de um lustre. Em vários momentos, Liesel quase puxou um título do lugar, mas não se atreveu a perturbá-los. Eram perfeitos demais.

Markus Zusak in A menina que roubava livros