Resenha: A Paixão Segundo G.H.

Livro: A Paixão Segundo G.H.
Autor(a): Clarice Lispector 
Editora:
 Rocco
Páginas: 180

Nota: 5
(sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5Adorei)

Esse livro sou eu!
“Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!”.

Clarice estava se referindo a Katherine Mansfield, nascida na Nova Zelândia, filha de pais ingleses e que abandonou o clima agradável, a vida abastada na bela ilha para entregar-se com paixão a seu intuito de tornar-se escritora. Mas eu, ao postar essa citação, me refiro a própria Clarice Lispector. Quando abri A Paixão Segundo G.H. e comecei a ler, aconteceu-me o mesmo. “Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!”.

A Paixão Segundo G.H. é um mergulho no interior do narrador-personagem, e um mergulho no nosso interior porque é impossível não ir se questionando junto com os questionamentos da personagem, é impossível não participar da viagem reflexiva que a personagem faz. Não há propriamente uma história neste livro. G.H. busca, pela introspecção, descobrir sua identidade e as razões de viver, sentir e amar e leva involuntarimante você junto:

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A Mania de Citar

“Não importa qual fosse o livro que eu estivesse lendo, adquiri o hábito de anotar por escrito sentenças isoladas ou passagens curtas que me parecessem dignas de atenção. Fazia isso tendo em vista o meu próprio uso ou para simples desfrute, como dizem os advogados, sem intenção alguma de publicar. Até que mais recentemente me ocorreu que pelo menos uma parte dessas citações – já na casa dos milhares – poderia despertar o interesse de outras pessoas”. 

Viscount Samuel in O Livro das Citações .

E eis a explicação mais perfeita da criação deste blog ❤

09.01 – 111° Aniversário de Simone de Beauvoir

No dia em que for possível à mulher amar na totalidade, não na sua fraqueza, não para fugir de si mesma mas para se encontrar, não para se demitir mas para se afirmar, nesse dia o amor tornar-se-á para ela, como para o homem, fonte de vida e não perigo mortal“.

. Simone de Beauvoir in Segundo Sexo.

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Os Livros e os Dias

Roubartilhei daqui:

Os livros e os dias: um ano de leituras prazerosas de Alberto Manguel!

Nesta obra, o escritor Argentino, narra em formato de diário pessoal uma experiência ímpar de reler um grande romance por mês, durante um ano. Podemos assim dizer, um ano literário, em que ele registra comentários e reimpressões sobre grandes clássicos. Por se tratar de um diário, ao reler as obras de grandes escritores o autor as relaciona à vida cotiana, permitindo ao leitor um olhar sob novas perspectivas de temas atuais e importantes. Manguel é capaz de construir, através de suas observações e imaginação, paralelos entre as histórias de cada mês, fazendo com que cada livro encaminhe a outro, que os escritores dialoguem entre si, e cada personagem da literatura habite o mundo real. “Os livros e os dias” remete o leitor há séculos passados ajudando-o a clarear o dia a dia em um mundo conturbado e repleto de indagações. A leitura permite a reflexão profunda sobre o mundo contemporâneo, caótico e intrigante. Bem vindo a 2019, o novo ano literário!
Não deixe de ler!
Ler é maravilhoso!

#MárioIndica
@bibliotecamariodeandrade

Porque somente o amor é capaz de transformar o mundo

O Natal foi ontem, mas uma grande amiga escreveu este texto e achei que merecia ser postado, para reflexão…

Para vocês aí que gostam tanto de falar em família, lembrem-se: Jesus nasceu pobre, humilde, foi perseguido e morto pelos poderosos. Ensinou a compreender, nunca julgar. “Atire a primeira pedra quem não tiver nenhum pecado”, foi o que ele disse para resgatar uma prostituta do apedrejamento em praça pública. Jesus encarnou nesse mundo para ensinar o AMOR, somente o amor.  Se ele estivesse nesse planeta, em carne e osso e agora, neste momento, ele seria negro, índio, pobre, gay, transgênero, com deficiência, refugiado, trabalhador, mulher! Ele escolheu ser humilde materialmente para poder demonstrar a grandeza do seu espírito. Ele escolheu estar perto das minorias. Em tempos sombrios de violência e medo, Jesus “não solta nossas mãos” porque ele é um de nós. Foi ofendido e humilhado, e venceu pelo AMOR.

TODO TIPO DE AMOR É JUSTO. Porque somente o amor é capaz de transformar o mundo.

O amor é o sentimento mais revolucionário que existe.

O VERDADEIRO JESUS É UM DE NÓS. Por isso ele É conosco! Não há razão para ter medo ❤

Feliz Natal! 🎄🎄🎄❤🎉✨

Texto escrito pela jornalista e mestranda Bárbara Garcia
e cedido carinhosamente a este blog para publicação. 

Feliz Natal e Ano Novo!!

“Não usemos bombas nem armas para conquistar o mundo. Usemos o amor e a compaixão. A Paz começa com um sorriso. Sorria pelo menos cinco vezes por dia para as pessoas a quem você normalmente não daria um sorriso. Faça isso pela paz. Irradiemos a paz de Deus e tornemo-nos o reflexo de Sua luz para extinguir no mundo e no coração dos homens toda espécie de ódio e o amor pelo poder. Sorria junto com os outros, embora isso nem sempre seja fácil”.

. Madre Teresa de Calcutá .

Observar a Si Mesma

“A maneira como falamos e a escolha do momento certo para falar podem ocasionar mudanças nos relacionamentos humanos. A fala amorosa e verdadeira pode causar impacto. A fala que reclama, insulta, exige, só provoca maiores desagravos e desentendimentos.
Se cada pessoa for capaz de observar a si mesma, em vez de exigir tanto dos outros, poderá causar transformações mais profundas e sutis nos seus relacionamentos individuais e sociais. Observe como você está se comportando, falando, pensando. Procure desenvolver um olhar de compreensão e ternura… O que parecia impossível se torna possível e a harmonia se restabelece quando penetramos o nível do amor incondicional”.

Monja Coen in A sabedoria da Transformação .