09.01 – 111° Aniversário de Simone de Beauvoir

No dia em que for possível à mulher amar na totalidade, não na sua fraqueza, não para fugir de si mesma mas para se encontrar, não para se demitir mas para se afirmar, nesse dia o amor tornar-se-á para ela, como para o homem, fonte de vida e não perigo mortal“.

. Simone de Beauvoir in Segundo Sexo.

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Direito

Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca, de ser mulher… Em que ‘mundo deserto’ eu caminho, tão árido, só tendo o oásis de minha autoestima intermitente… Falo do amor de forma mística, sei o preço. Sou inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim”.

. Simone de Beauvoir .

Seres Humanos

Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade”. 

. Simone de Beauvoir in O Segundo Sexo .

A Escritora como Leitora


Roubartilhado daqui:

Na infância, na adolescência, a leitura não era apenas minha distração predileta, mas também a chave que me abria o mundo. Ela me anunciava meu futuro: identificando-me com heroínas de romance, através delas pressentia meu destino. Nos momentos ingratos de minha juventude, salvou-me da solidão. Mais tarde, ajudou-me a ampliar meus conhecimentos, a multiplicar minhas experiências, a compreender melhor minha condição de ser humano e o sentido de meu trabalho de escritora. Hoje, minha vida está realizada, minha obra está realizada, ainda que possa prolongar-se: nenhum livro me proporcionaria uma revelação fulminante. No entanto, continuo lendo muito: pela manhã, à tarde, antes de começar a trabalhar, ou quando estou cansada de escrever; se, por acaso, passo uma noite sozinha, leio; no verão, em Roma, passo horas lendo. Nenhuma ocupação me parece tão natural. No entanto, pergunto-me: se nada mais de decisivo pode ocorrer-me através dos livros, por que continuo tão presa a eles?

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Só tenho a mim

Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca, de ser mulher… Em que ‘mundo deserto’ eu caminho, tão árido, só tendo o oásis de minha autoestima intermitente… Falo do amor de forma mística, sei o preço. Sou inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim”.

Simone de Beauvoir .

Trechos do Diário de Simone publicados por Hazel Rowley.

Qual é a justiça que faz sentido?

Não, francamente, quando se começa a fazer perguntas, nada resiste. Há uma quantidade de valores que se tomam como estabelecidos. Em nome de quem? No fundo, porquê a liberdade, porquê a igualdade? Qual é a justiça que faz sentido? Porquê preferir os outros a si próprio?”

. Simone de Beauvoir in Os Mandarins, vol.1, edição 1976 .

Direito

Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca”

. Simone de Beauvoir .